21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Opinião

Transição Energética (Parte 1)

teste
Roberto Ferron.png
Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

“O novo conceito chamado transição energética”

                           

Atualmente, muito se fala em novas fontes de energia, sequestro de carbono, redução do efeito estufa. Estamos vendo diariamente os efeitos deste sistema onde nossa economia está concentrada. Sistema este poluente, degradador do meio ambiente, que traz consequências catastróficas para o ambiente e o ser humano.

Um novo sistema vem ganhando força no planeta. E o novo conceito chama-se “transição energética”, que é uma mudança de paradigma que envolve não só a geração de energia, mas também o consumo consciente e o reaproveitamento dela.

O que é transição energética?

A transição energética engloba não só a geração e consumo de energia de baixo carbono, como também a forma como otimizar a utilização de bens e serviços. O significado de transição energética passa também por mudanças na estrutura social, econômica, política e cultural, e pressupõe o reconhecimento de que é insustentável, sob todos os aspectos, inclusive econômico, continuar consumindo recursos naturais na velocidade atual.

Surge uma grande oportunidade na área de eficiência energética, termo que remete à capacidade de conseguir o melhor rendimento, com menor uso de recursos e sem abdicar da qualidade. Empresas e governos devem buscar equipamentos mais eficientes, por exemplo, além de racionalizar o uso do solo e da água, acelerar a economia circular, otimizar a geração das usinas hidrelétricas, os sistemas de transmissão, entre outros.

A transição – ou transformação energética é o caminho necessário para a evolução da economia de baixo carbono. Transição pressupõe passagem, ou evolução, de uma condição a outra. Quando se fala em transição energética, portanto, tratamos de um novo estado das coisas, com um olhar mais amplo e sistêmico para a sustentabilidade ambiental e social.

Considera-se transição porque evolui de uma economia poluente para uma economia da baixa geração de carbono, que é um dos principais gases do aquecimento global. O conceito parte da migração de matrizes energéticas poluentes – como combustíveis fósseis à base de carvão ou petróleo – para fontes de energia renováveis, como hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassas. Mas não é só isso. O olhar da transição energética se estende para o meio ambiente, gestão de resíduos, eficiência energética, digitalização e outros meios necessários para que atinjamos o objetivo comum de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e as suas consequentes influências nas mudanças climáticas.

O significado dessa mudança

“A transição energética é muito mais uma tomada de consciência sobre o atual modelo de produção, consumo e reaproveitamento da matéria e energia, e sobre a influência disso nas mudanças climáticas. Há de se refletir sobre a origem e a eficiência energética de toda a cadeia de valor dos produtos e serviços que cada um de nós, cidadãos, empresas e instituições consumidoras, inclusive incluindo o pós-consumo”, afirma a gerente de Meio Ambiente, Responsabilidade Social Corporativa e Transição Energética da ENGIE, Flávia Teixeira.

O desafio, portanto, reside na integração entre os setores produtivos e o poder público, na construção de políticas públicas transversais que viabilizem a transição justa, conciliando a inovação tecnológica e atendendo as demandas sociais.

Sendo as mudanças climáticas o maior risco global, segundo o Fórum Econômico Mundial, torna-se premente a transição energética para a economia de baixo carbono. Para além da geração a partir de fontes renováveis, impõe-se uma visão mais ampla e sistêmica, em busca da máxima eficiência no aproveitamento dos recursos, com universalização do acesso e diversificação da matriz.

No entanto, a transição energética para uma economia de baixo carbono não ocorre do dia para a noite. Novos arranjos, marcos regulatórios e mecanismos de mercado estão surgindo gradativamente para dar os incentivos corretos para que a transição ocorra. Um deles é a precificação do carbono. Embora não seja uma solução para tudo, o mecanismo pode indicar o caminho a seguir.

O Brasil por seus atributos naturais, certamente se tornará um dos grandes protagonistas da “transição energética” e de fornecimento de energias limpas!

Publicidade

Blog dos Colunistas

;