Contribuição do Espiritismo (continuação)
A morte apenas encerra um ciclo de vida do Espírito. É apenas uma passagem. As dores, aflições que sofremos nessa vida terrena, se não curadas, continuarão a nos acompanhar nas sucessivas existências até que sejamos depurados dessas imperfeições.
Compreendendo o sofrimento como resgate, a criatura poderá enfrentar as aflições com resignação e aceitação, preparando-se para o retorno com a certeza da missão cumprida.
Carlos Eduardo Accioly Durgante em sua obra Planejando o Futuro, igualmente acentua que “O conhecimento espírita nos auxilia a transformar as cargas mentais incrustadas no perispírito (corpo espiritual), nos possibilitando maior serenidade ante os deságios da doença e renovação espiritual”.
Somos seres da criação. Recebemos a oportunidade de aqui aportarmos para nosso aprendizado e para nosso fortalecimento, pois, como espíritos, somos seres imortais.
Não percamos tempo com esses desvios mentais, assumamos nosso papel de parceiros do Criador Maior. Sim, somos cocriadores, pois que, juntamente com Ele, criamos vida e outras manifestações dentro das várias áreas do conhecimento humano (ciências, artes, filosofia...).
E do apóstolo do Espiritismo, Léon Denis, autor da obra Após a Morte, trazemos importante alerta:
“O suicídio não põe termo aos sofrimentos físicos nem morais. ”
“O Espírito – diz ele - fica ligado a esse corpo carnal que esperava destruir; experimenta, lentamente, todas as fases de sua decomposição; as sensações dolorosas multiplicam-se, em vez de diminuírem. Longe de abreviar sua prova, ele a prolonga indefinidamente; seu mal-estar, sua perturbação persistem por muito tempo depois da destruição do invólucro carnal. Deverá enfrentar novamente as provas às quais supunha poder escapar com a morte e que foram geradas pelo seu passado. Terá de suportá-las em piores condições, refazer, passo a passo, o caminho semeado de obstáculos, e para isso sofrerá uma encarnação mais penosa ainda que aquela à qual pretendeu fugir.”
Como acentua Divaldo Franco, “O suicídio é um dos crimes mais cruéis que nós cometemos...” por ser, além de um ato covarde e egoístico, um ato de ingratidão, pois deixa aqueles que o amam destruídos emocionalmente. Nunca mais, enquanto viverem, irão se recuperar.
(Próximo tema: Psicologia e Espiritismo – Parte Final)