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Opinião

A casa do caminho e os primeiros cristãos (Parte I)

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União Espírita.jpg
Por União Espírita
Foto Divulgação

A casa do caminho (origens)

 

A assistência material e espiritual já era exercida por alguns apóstolos na Casa de Pedro.

Essa casa estava localizada em Cafarnaum, às margens do Mar da Galileia (também conhecido como Mar de Tiberíades, ou Lago de Genesaré). Cidade movimentada, por ser importante rota comercial e posto militar romano,

Era lá, na Casa de Pedro que Jesus se hospedava quando estava na cidade.

Quando tomavam conhecimento da presença de Jesus, para lá acorriam órfãos, viúvas, doentes, famintos, inválidos, leprosos, na esperança de receberem a cura para seus males; para ouvirem as belíssimas lições do Divino Mestre.

Todos que lá chegavam recebiam o amparo; seja através de uma palavra consoladora e de esperança, seja no atendimento de suas necessidades materiais (um prato de sopa, unguentos, ataduras para seus ferimentos, um lugar para refazerem suas forças...).

Entretanto, devido ao grande afluxo de necessitados, o espaço não mais comportava o volume de assistidos que para lá aportavam diariamente.

 

Após a morte de Jesus

Jesus havia deixado lições de fé, falando da imortalidade da alma e da certeza do amparo de Deus àqueles que exercitassem a caridade e o amor ao próximo.

Sua morte, porém, da forma como ocorrera, deixou os discípulos temerosos quanto ao seu próprio destino; desorientados sobre como deveriam agir daí para frente; confusos, como menciona Sergito de Souza Cavalcanti em sua obra A Casa do Caminho e os Primeiros Cristãos.

Jesus, então, faz seu aparecimento para provar a imortalidade do espírito e sua autoridade como mensageiro divino.

Surge, primeiramente, para Maria Madalena, Maria (mãe de Tiago) e Salomé, como descrito no Evangelho de Marcos, Capítulo 16, versículo1.

Depois, na estrada para Emaús, a dois discípulos que comentavam desolados os últimos acontecimentos no Gólgota, não reconhecendo a figura de Jesus que os questionava enquanto caminhavam (Lucas, 24:13-35)

Em Emaús, convidado a entrar na casa, sentou-se à mesa. Em seguida, pediu que lhe fosse entregue algo para comer. Dão-lhe uma porção de peixe e um pedaço de pão. Partiu o pão à sua maneira, quando então é reconhecido, tomando-o, comeu na presença deles e, logo desapareceu (Lucas, 24:13-43).

Surge para Tomé, mostrando suas cicatrizes, como descrito no Evangelho de João, Capítulo 20, versículos 24-31.

Essas aparições são explicadas pela Doutrina Espírita, como mediunidade de efeitos físicos. Recurso de que se valeu Jesus para trazer esperança aos seus apóstolos.

 

(Próximo tema: A casa do caminho e os primeiros cristãos - Parte II)

 

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