De repente, o ano vira dezembro
pingente nas avenidas e praça.
E o laço se estreita,
tempo vencido onde se traça
novo rumo para o amor
e o uso da convivência.
E porque é dezembro
tudo se enfeita.
São luzes, vitrines, painéis
onde a noite esperada
é macia e aceita.
Então a vida se instala,
em anéis,
contrária serpente que encanta
e surpreende.
E porque é dezembro
reencontramos nos gestos
o significado da vida
– presente.