Na coluna de 23 de novembro intitulada “Existe espaço para os espaços de memória? ”, redigi o seguinte fragmento:
“Pensar acerca dos espaços de memória e tudo aquilo que representam, depende do olhar de quem vê. O deus Mercado (não falo do zagueiro do Inter), enxerga formas de monetizar, capitalizar, espoliar. A comunidade que se sociou no espaço tem o enfoque nas memórias afetivas. Os historiadores e demais pesquisadores historicizam e analisam as relações sociais desenvolvidas no espaço e no tempo.
Quando o espaço é público, se, se faz algo, está deixando de alocar verbas para “coisas importantes”, se não faz, é irresponsável. Nos espaços que não são públicos, exige-se a atuação do público. Estamos correndo atrás do próprio rabo.
Políticas públicas são sempre bem-vindas, mas, nunca serão suficientes, porque egoísta é quem não pensa em mim”.
E, refletindo sobre a fala “Pesquisas Acadêmicas e o combate a desinformação social” do Professor, Jornalista, escritor, tradutor, romancista, cronista, e um dos mais respeitados nomes na área de Sociologia, doutor na área e tem seus estudos voltados à Sociologia da Cultura, Sociologia da Mídia e Sociologia do Imaginário, Juremir Machado da Silva, ocorrida no último dia 13, reafirmei a hipótese de que a desinformação é orquestrada para confundir uma parcela significativa da comunidade que consome informações de fontes duvidosas.
Aprendi ao longo dos últimos anos evitar a leitura de comentários de publicações nas redes sociais, mas alguns acabaram chegando ao meu conhecimento por intermédio de amigos cujo argumento era “tu precisas ler isto”. Na maioria deles a desinformação social corria solta. Pensei em responder alguns, mas levo como um dos mantras de vida “combatei o bom combate”, e, portanto, dado o contexto, ignorei.
Mas ler a forma como experts das redes sociais exprimem sua vasta verborragia acerca dos espaços de memória, dos patrimônios e da concepção de público e privado (desde o papel da prefeitura, vereadores e da própria Constituição Federal), reforça a necessidade de atividades de educação patrimonial, noções básicas de legislação e principalmente regulamentação das redes sociais.
Desinformação social e fake news não é informação é contravenção.