Interrompendo a sequência do tema A Casa do Caminho e os Primeiros Cristãos, oportuno lembrar que tudo começou com a vinda de Jesus, nosso Mestre, nosso Guia.
Encontramos na obra de Raul Teixeira, Vida e Valores, uma breve história sobre o Natal.
Ao certo, ninguém sabe quando o Cristo nasceu, uma vez que a data de 25 de dezembro foi estabelecida pela Igreja para simbolizar Seu nascimento.
Mas isso pouco importa.
Era preciso estabelecer uma marca no tempo que definisse esse grandioso evento.
Antigamente, os povos não se atinham a datas específicas, daí porque, não há nenhuma referência na Bíblia sobre a real data de nascimento de Jesus.
A data de 25 de dezembro como referência à data do Seu nascimento foi estabelecida pelo Papa Júlios entre 337-352 e, em 529, foi declarada feriado nacional pelo Imperador Justiniano.
Retrocedendo no tempo, encontramos as comemorações ao deus Apolo no Ocidente, que iniciavam no dia 22 de dezembro pela entrada do inverno na Europa, e duravam três dias.
Essa festa pagã, como nos informa Raul Teixeira, mencionando historiadores, durava três dias, com o povo se reunindo em volta da figura de Apolo, representando o Sol.
E enquanto o inverno surgia, reverenciavam essa figura mitológica ao pedir o retorno do Astro Rei.
Antes da chegada do inverno, donas de casa colocavam frutas de diversas estações a secar para que pudessem ser consumidas durante o período do inverno. E na chegada da estação, cambiavam entre si, vizinhas e familiares, essas frutas, pães, peças de vestuário.
A referência para comemoração do nascimento de Jesus, reporta-se a essa comemoração.
Como dissemos, as festividades duravam três dias. No último dia, havia uma “...grande procissão, com a imagem do deus Apolo, que rodeava o templo e, voltava ao seu altar, sob a ovação do provo excitado, ébrio, feliz a seu modo, naquela festa notável”. (TEIXEIRA, Raul. Vida e Valores).
O Natal está simbolizado por essa data, 25 de dezembro, e já faz parte da nossa cultura.
Entretanto, Raul Teixeira lembra que Jesus nasce em nós, a cada período de nossa existência: “...nos momentos de aflição, no momento da morte, da dificuldade financeira, da enfermidade de um parente, de um filho, numa hora de desespero ou num momento de grande ternura e de imensa paz”.
O Natal deve ser “...uma festa de intimidade, de coração, de família, de amor” e não apenas uma festa marcada pelas vendas de fim de ano, em honra ao comércio.