Com rendas, bordamos os dias
cálculos de juros, avais, vistorias.
Entremeamos esperança
coloridos fios
na junção dos ganhos,
causas, desafios.
Com pedras e adereços
rebordamos o tempo que se esquiva
como um fim.
Lamento.
Mas são começos
os caminhos finais de dezembro
porque tudo se reativa
depois.
E enquanto as datas delimitam o ano
linha flutuante, fronteira,
a posse da vida se derrama
mel, cachaça, bagaceira.