Voltando aos assuntos ligados a COP 28, que foi realizada em Dubai no mês de dezembro passado, o AGRO BRASILEIRO foi um dos destaques da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
O Brasil é dito como o maior celeiro de alimentos do planeta. E ainda temos muita terra para colocar em produção, diferentemente da grande maioria dos países, especialmente os ditos industrializados. O agricultor brasileiro percebeu que é fundamental investir em novas tecnologias, utilizar técnicas de produção que não agridam o meio ambiente e que contribuam para a preservação dos recursos naturais. Estes recursos naturais, seja a flora, a fauna, a água e solo são aliados imprescindíveis para aumentar a produtividade. A degradação do ambiente, seja o solo, as águas, a fauna, leva ao aumento de pragas e doenças. O equilíbrio é extremamente salutar para a evolução dos setores agrícola, pecuária e florestal. Neste sentido, o agro nacional vem adotando práticas cada vez mais sustentáveis. Nas últimas quatro décadas, a produção agrícola alcançou um aumento expressivo, sem que a área de plantio tenha crescido na mesma proporção, o que indica ganho de produtividade, de eficiência.
Segundo informações da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a área destinada à plantação de grãos no Brasil cresceu 81% no período citado, enquanto a produção apresentou aumento de 433%. A terceira edição do Boletim Safra 2022/2023, divulgado pela CONAB em dezembro, mostrou uma produção estimada de 312,2 milhões de toneladas de grãos, um crescimento de 15% em relação ao período 2021/2022. Ao mesmo tempo, na mesma base de comparação, a área de plantio, de 77 milhões de hectares, registrou um aumento de apenas 3,3%.
Na pecuária, o Brasil tem 150 milhões de hectares de pastos, que produzem carne e leite, sem necessidade de ampliação de espaço para aumentar a produção. Uma das soluções no segmento, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é a chamada Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
Segundo pesquisas da Embrapa, as áreas destinadas à pecuária podem ser recuperadas e otimizadas, ganhando produtividade, por meio de técnicas como plantio direto, uso de bioinsumos, reservação de água, aumento de matéria orgânica, fixação biológica de nitrogênio, entre outras.
O tema segurança alimentar x produção agropecuária vem sendo discutido desde a COP 23 (2017), quando foi formado um grupo para reconhecer o potencial único da agricultura no combate às mudanças climáticas. A segurança alimentar e a responsabilidade na adoção de boas práticas foram um dos assuntos discutidos no Pavilhão do Brasil, durante a COP 27. Nas conclusões da Conferencia, “o Brasil pode ser um modelo de liderança global para o sequestro de carbono”. O solo é base para este objetivo e esperamos que a COP tenha decisões voltadas para esta questão”, disse, na ocasião, o cientista paquistanês Rattan Lal, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007 e do Prêmio Mundial da Alimentação em 2020.
Segundo Walter Oyhantcabal, assessor do IICA em Ação Climática e Sustentabilidade Agropecuária, diversas nações já enviaram suas propostas sobre como colocar em prática as iniciativas agropecuárias sustentáveis ao Centro Global de Inovação da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC). Na visão de Lloyd Day, diretor geral adjunto do IICA, a agricultura é parte da solução. “A inovação no setor, sem dúvida, terá impacto no clima e na forma como produzimos”, destacou.
Notícia de última hora, após anos de pesquisas e desenvolvimento em tecnologias na área florestal, com investimentos pesados em produção, o Brasil ultrapassa o Canadá e se torna o maior exportador mundial de celulose e papel do planeta.
Nem tem para ninguém! Temos que resolver nossas questões políticas definitivamente, e se tornar um pais rico. Este país foi abençoado por Deus!