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Opinião

Os astutos gambás – Parte II

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Por Jandir Chiaparini - Licenciado em Ciências Agrárias e Bacharel em Direito

O gambá é hábil para escalar árvores e outras superfícies íngremes. Muito arisco, costuma fugir rapidamente dos humanos, não oferecendo risco às pessoas. Porém, deve-se ter cuidado ao tentar tocá-los, pois podem dar uso aos seus dentes afiados e morder para se defenderem. Não são acostumados a esse tipo de contato. São, aliás, animais solitários.

Os gambás vivem no meio rural, sendo as matas o seu habitat preferido. Contudo, diante da contínua destruição dessas áreas naturais, cada vez mais eles são vistos nas cercanias de vilas urbanizadas em busca de refúgio e alimento.

Não é raro encontrá-los em sótãos de residências ou revirando latas de lixo, galpões e garagens. Por serem animais que vêm de ambientes selvagens, podem transmitir doenças ao ser humano, como a raiva. Mas há vacina contra isso desde 1885, graças a Louis Pasteur.

Então, é bom se certificar das condições de animais selvagens num veterinário antes de manter contato com eles. Para se defenderem, os gambás, além de erguerem as patas dianteiras e baterem-nas no chão, exalam conteúdo intestinal e odores ou tentarem agrandar-se com o corpo.

Também podem se fingir de mortos quando caem de boca aberta. Como podemos ver, os gambás não oferecem perigo ao ser humano e são úteis ao equilíbrio do meio ambiente. Então, quem encontrar gambás por aí, lembre de deixá-los em paz! Se necessário, basta afastá-los.

Quem puder que os leve ao mais provável e próximo habitat natural de onde possam ter vindo. Porém, jamais devemos agredi-los ou matá-los. Ademais, pode ser que o animal, se for fêmea, esteja alimentando filhotes escondidos no seu marsúpio.

 

 

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