21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Opinião

Brasil é maior exportador mundial de celulose (setor que não para de crescer)

teste
Roberto Ferron.png
Por Engenheiro Florestal Roberto Magnus Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

Assim como no agro, o Brasil vem se tornando uma potência mundial florestal. Em dezembro próximo passado nos tornamos o maior exportador mundial de celulose e papel, segundo dados da IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores). A indústria de base florestal plantada vem se consolidando há décadas como um modelo de bioeconomia em larga escala, se submetendo voluntariamente e por exigências do mercado internacional, a rigorosas certificações internacionais. 

Além de ser o maior exportador de celulose no mundo, já é o 2º maior produtor, atrás apenas dos EUA. Foram 19,1 milhões de toneladas exportadas em 2022, um total de US$ 8,4 bilhões (EUA exportou US$ 7,7 mi). Estima-se que 25 milhões de toneladas foram produzidas (recorde de produção), sendo 22 milhões de fibra curta; 2,5 milhões de fibra longa e 0,5 milhões de pasta de alto rendimento (recorde do setor no Brasil); EUA produziu 49,7 milhões de toneladas, um crescimento de 10,9% na produção em relação a 2021.

Nossas condições edafoclimáticas são excepcionais para o crescimento das florestas. Tanto, que a cada ano e meio se abre uma nova fábrica de celulose e papel. Em contrapartida, fecha-se quatro lá fora. Hoje temos 220 empresas que operam 255 umidades fabris.  Os cinco maiores grupos produtores concentram 45% da produção nacional, e detém 84% do mercado interno.

No Brasil, 100% do papel provém de árvores cultivadas para essa finalidade. O estado maior produtor é São Paulo com 32,2%, seguido do Paraná com 14,1%.
O setor florestal planta, colhe e replanta em uma área de 9,94 milhões de hectares. A expansão dos cultivos tem ocorrido em áreas previamente antropizadas, substituindo pastos de baixa produtividade por florestas cultivadas, principalmente de pinus e eucalipto, manejadas com as mais modernas técnicas e amplamente apoiadas em ciência.

Atualmente, é um dos motores da economia brasileira. Para se ter uma ideia, foi o quarto item da pauta de exportações brasileiras em 2022, consolidando-se como um forte segmento da agroindústria.

Em 2022, gerou 2,6 milhões de empregos diretos e indiretos, alcançou uma receita bruta de R$ 260 bilhões.

Paulo Hartung, presidente-executivo da IBA, relata que, “competitivo globalmente, o setor enxerga enormes oportunidades na economia de baixo carbono, por meio da oferta de produtos oriundos de fonte renovável, que são recicláveis e biodegradáveis. Usando a árvore como uma biorrefinaria, este segmento separa duas matérias-primas centrais: a fibra da árvore, que é usada na fabricação de mais de 5 mil bioprodutos, como livros, embalagens de papel, roupas e lenços de papel; e a lignina, parte da estrutura que dá sustentação para as árvores, usada para produção de energia”. O executivo se orgulha de informar que quase toda a energia consumida pelo setor de árvores cultivadas para fins industriais é limpa, produzida pelo próprio setor a partir da biomassa florestal.

Com a recente legislação federal sobre recuperação de áreas degradadas, amplia-se a relevância do segmento no importante desafio planetário de combate aos efeitos das mudanças climáticas, já que as árvores são a mais eficiente solução baseada na natureza para a mitigação das mudanças climáticas.

Sequestram e estocam gás carbônico, cujas altas concentrações são a principal responsável por empurrar o planeta para o aquecimento global.

Além das áreas produtivas, este setor conserva, simultaneamente, outros 6,7 milhões de hectares de mata nativa, o que equivale ao território do Estado do Rio de Janeiro. Todos os dados e informações constam no Relatório Anual IBÁ de 2023.

Fazendo jus ao nome de uma árvore – o pau brasil, nosso país caminha a passos largos para ser uma dos maiores potenciais florestais do planeta!

 

Publicidade

Blog dos Colunistas

;