Pacientes jovens e ativos fisicamente estão expostos a diversos percalços em seus treinos. Dentre eles, lesões na região do joelho. As principais são: lesões meniscais e ligamentares. Hoje, conversaremos sobre os meniscos.
Os meniscos (são dois por joelho - medial e lateral) funcionam como “amortecedores”. A função dessas estruturas é servir como “escudo” protetor da cartilagem articular que, se não for bem protegida, será danificada e ocasionará artrose (tema da nossa última conversa). As lesões meniscais acontecem, principalmente, por exercícios que geram impacto acima do suportado por esses “amortecedores”.
A queixa do paciente é diversificada, no entanto dores localizadas da região articular, sensação de “click” ao mobilizar o joelho, dor durante o esporte, sensação de travamento (sobretudo a incapacidade de estender o joelho), pequeno edema local, visualização de um pequeno cisto sobretudo na flexão do joelho, sensação de "corpo" solto dentro da articulação, entre outras. Em alguns casos o paciente lembra o momento da lesão - durante um agachamento, levantamento de peso, salto ou corrida.
O diagnóstico é baseado em dois passos: exame físico e de imagem. O exame físico deve ser feito por profissional especializado. São realizados vários testes na intenção de localizar a lesão. Caso o exame físico e queixa sejam compatíveis com lesão meniscal, o exame de escolha para confirmação diagnóstica é à ressonância magnética.
O tratamento é guiado pelo local e tipo de rompimento meniscal. Há casos cujo tratamento é apenas clínico: fisioterapia + medicação + orientações quanto a prática esportiva. Há, no entanto, casos cirúrgicos: principalmente em lesões muito sintomáticas e instáveis.
O tratamento cirúrgico é realizado de maneira artroscópica – por vídeo cirurgia. Dois pequenos portais de aproximadamente 1,5cm são confeccionados na altura do joelho. A proposta do cirurgião deve ser sempre o salvamento do menisco por meio de suturas (pontos), mas infelizmente isso nem sempre é possível – procedendo-se assim com uma meniscectomia (retirada da parte instável do menisco lesado).
O pós-operatório é acompanhado por um fisioterapeuta. Normalmente em poucas semanas o paciente já está liberado para suas atividades rotineiras. É importante, durante o período de recuperação, que se entenda a causa da lesão e que se crie estratégias para diminuição do risco de novos episódios.
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- Médico graduado na Universidade de Passo Fundo (2014-2019).
- Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia na Universidade Federal da Fronteira Sul - HSVP/IOT Passo Fundo-RS (2020-2023).
- Especialista em Ortopedia e Traumatologista e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia-SBOT (TEOT Nº 19.216).
- Fellowship em cirurgia de Joelho IOT/HSVP Passo Fundo-RS (2023-2024).