Início de ano. Esperança. Desejos de tempos melhores. Clima animador para muitos.
Entretanto, para a maioria dos brasileiros é o começo angustiante do macabro festival dos “impostos”, “seguros”, “aumentos”. Não há escapatória! A palavra “IMPOSTO” já vem com seu nome impositivo e cruel. Tudo acrescido ao indigno “salário mínimo”. Para os que mais e com maior dignidade trabalham com chuva ou sol.
Quando se analisa com seriedade a situação dos “JUBILADOS”, destaca-se apenas o Rio Grande do Sul, a revolta explode, a dor da injustiça é imensa. O que cerca essa categoria é uma pandemia, sem cura de hipocrisia e mentiras. Quem tiver dúvidas, analise um contracheque (se ainda existir impresso) de um professor nos últimos oito anos para ver a humilhação do que recebe esse educador jubilado e em especial do NADA! Do NADA! Que recebeu de reposição, muito menos de AUMENTO em seu sofrido salário em 2023.
Não há dinheiro, afirmam! Cretina inverdade! Imensa massa dos jubilados, terminam seus dias doentes, sem acesso aos escorchantes bons planos de saúde, desencantados e arrependidos de ter levado uma vida correta e crente em promessas. Alguns, se vivessem em tempos míticos, não possuiriam nem a moeda para pagar a Caronte, pela passagem pelo Estiage.
Eu, sou jubilada, palavra que enfeita essa situação, na grande maioria das vezes degradante, em que uma pessoa estudou a vida toda para ser a mais excelente educadora possível, a mais digna cidadã, a mais cuidadosa e responsável pelo patrimônio, quer material, quer imaterial, e, no final da caminhada se vê desdenhada, pelos que deveriam honrá-la pelo seu labor. Analisando o como e o porquê da escuridão no fim do túnel, voltei minha memória no tempo da História das Sociedades Ibéricas, onde com meus alunos na URI, estudávamos, o ano de 711, quando GEBEL EL TARIK, comandando suas hordas árabes invadiu a Ibéria e ali nasceu, sobre o mundo visigodo, a esplêndida época dos mouros, sarracenos de médicos, filósofos, artistas, arquitetos, etc.
Porém, com eles veio transplantadas para as Américas uma sufocadora burocracia, com impostos de todas origens, que depois seriam transformados para as Américas. O pior deles, em minha opinião, era o Al Cabala sobre o comércio. O “Aduana” e os demais, também, eram cruéis.
No tempo em que estudei em Sevilha, e realizei o Curso “Espanhol Superior Avançado”, visitei o belo edifício que fora “ La Casa de La Contratación” de onde partiram “Las Ordenanzas” para manter a América Hispânica sob o jugo dos Reis Espanhóis. Portugal copiou tudo e logo “beneficiou” o Brasil. Na “Torre del Oro” às margens do rio Guadalquivir pude observar com desgosto o local onde eram depositadas as riquezas roubadas das Américas.
A história nos mostra os caminhos seguidos pela humanidade. Nem sempre luminosos, por vezes tortuosos, escuros. Desencorajadores. No último caminho, estamos nos Jubilados: acusados do desperdício do dinheiro público, rotulados de “ANÁTEMAS” da sociedade.
Para os reais sugadores, muitos deles desleais, cínicos, os que envergonham uma nação, TUDO!
Jubilado é um enfeite para a envergonhada palavra Aposentado, que hoje em nosso caso, massacra a nós professores, que trabalhamos com honradez uma vida inteira para orientar, formar médicos, advogados, governadores, etc, etc. E hoje somos tratados como um descarte incómodo e necessário
Para os “JUBILADO”, NADA.