Fevereiro está chegando, trazendo o início de mais um ano letivo.
Volto mais uma vez falando sobre educação. Desta vez com depoimentos de mães que têm seus filhos em escola estadual de nossa cidade.
Fico indignada, inconformada e envergonhada com o que ouço sobre o ensino na escola básica.
Alguns dados – O tempo de duração de cada dia de aula não passa, a rigor, de 3 horas, pois descontando-se as entradas, recreio, é o que sobra. Multiplica-se por 5 dias da semana, são 15 horas de aula de 2ª a 6ª feira. E no ano todo talvez nem chegue a 200 dias, descontando férias, feriados e outros eventos festivos.
- A disciplina de inglês na escola (em questão) é péssima, constatada pelos próprios alunos.
- Não há tarefas para casa, o tal tema de casa, com algumas e raras vezes.
- A lista de material solicitada é digna de uma escola de alto padrão, mas muito pouco utilizada.
- Na mesma escola havia uma verba reservada para os reparos. Havia, pois os pais não têm notícia sobre.
E a 15ª Coordenadoria Regional de Educação – não fiscaliza?
Obrigo-me a citar novamente alguns exemplos de países que investiram m educação para chegar ao nível de 1º mundo.
- Coreia do Sul – analfabetos apenas 0,28% da população. São 10 horas de aula por dia. Professor de jardim da infância precisa ter diploma universitário. As aulas são de 2ª a sábado, com tarefas diárias para casa.
- China – depois do atraso da era Mao Tse Tung, o país investiu maciçamente em programas educacionais, com projetos testados em suas 32 províncias, sendo que o que dá certo é aplicado às demais.
Os cuidados com os alunos são constantes, com visitas anuais de um médico e enfermeira para exames, incluindo visão e audição.
Os melhores professores assim como os melhores alunos são premiados – é a famosa meritocracia. Horas de aula de 8 a 10 horas por dia e com tarefas de casa.
E outros países que deveriam servir de exemplo, como Japão, Israel, Finlândia...
Enquanto isso nossas crianças continuarão no atraso transformando-se em jovens semianalfabetos, sem condição de conseguir um emprego decente e razoável, correndo o risco de serem aliciados ao crime.
E é este o verdadeiro crime de lesa pátria, cujos réus são os governos, as universidades, professores e pessoas ligadas à educação que se omitem em exigir bons programas na tarefa de educar verdadeiramente, começando pela educação básica.
“Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro. ” (Franklin Roosevelt - Estadista norte-americano).
Em tempo: E a Escola de Belas Artes continuará naquele prediozinho velho e acanhado por mais um ano? ...