O verão é uma estação que aumenta as possibilidades de diversão e lazer entre as crianças, mas pode ser motivo de preocupação aos pais. O aumento das temperaturas pode impactar a saúde com questões como desidratação, insolação e queimaduras. Com base nisso, o pediatra, Fernando Ferri, destaca os cuidados necessários nesse período.
Exposição ao sol
O pediatra destaca que no verão é comum que as famílias frequentem piscinas e praias, ambientes em que alguns cuidados precisam ser observados, como a exposição solar das crianças abaixo de seis meses, pois elevam o risco de queimaduras e insolação. “A gente sempre salienta que os pais evitem expor ao sol, crianças abaixo de seis meses, pois normalmente não temos indicação de uso de protetor solar, então, é basicamente indicado o uso de protetores mecânicos, pois o risco de acontecer um agravamento nessa faixa etária é maior”, explica.
Proteção solar
Segundo Fernando, crianças acima de seis meses é indicado o uso de um protetor solar com no mínimo um fator 30, preferencialmente, os filtros com fator superior a 50 de proteção. Além disso, o profissional indica que sejam evitadas a exposição nos horários de incidência solar, entre as 10h da manhã às 15h da tarde, associada a reaplicação do filtro solar no mínimo a cada duas. “Também é necessário refazer a aplicação do protetor quando a criança tenha entrado na água ou apresente algum suor”, disse.
Insolação
Ao pensar em sinais de insolação, Ferri, explica que os pais devem observar alguns sinais, bem como, pele avermelhada, inflamada, desconforto, lesão evidente, algum grau de queimadura e sonolência. “Diferente dos adultos, a criança na maioria das vezes não vai informar e contar sobre os sintomas de forma objetiva, os pais precisam observar os sinais e procurar ajuda de um profissional da saúde, preferencialmente um médico pediatra”, destaca.
Desidratação
Já quanto à desidratação, Fernando explica que três sinais principais devem ser observados pelos pais, sendo eles saliva, mucosa ocular e fraldas secas.
Conforme o médico, o primeiro sinal de desidratação é à cavidade oral da criança, sendo assim, ao avaliar, é necessário verificar se ela está produzindo saliva e se a boca está seca.
Em segundo lugar, a orientação é relacionada a lágrima, sendo assim, se a mucosa ocular estiver seca, aliada a boca sem presença de saliva ou lágrima são indicações que a criança está desidratada.
Por último, a terceira relação é a pouca produção de urina. “Quando são crianças menores, a gente acaba avaliando a questão da fralda, aquela criança que passou durante seis, sete ou oito horas com a fralda seca é um sinal indireto que ela está desidratada”, disse.
Atividade ao ar livre
Durante o verão, o médico pediatra, explica que as crianças preferem fazer atividades ao ar livre, tendo mais espaços para brincar e fazer suas atividades, mas alguns cuidados precisam ser observados.
Primeira orientação é que seja escolhido um local seguro para estarem brincando. “Importante escolher um espaço que não tenha risco de afogamento, pois muitas famílias frequentam lugares como praias, piscinas, rios e açudes”, disse.
Segunda orientação é ter o cuidado sobre quem estará supervisionando a criança, sendo primordial que ela tenha a tenção de cuidados ou dos pais. “É necessário evitar cuidadores que sejam outras crianças, muitas vezes, a gente observa situações que o irmão mais velho, que também é uma criança ou um pré-adolescente está cuidado desse irmão mais novo, muitas vezes são situações muito perigosas que podem acontecer muitas situações adversas”, destaca.
Por fim, a terceira orientação é que os pais levem consigo líquidos para que a criança possa manter a hidratação, devendo ser priorizada a ingestão de água. “A gente orienta, então, a água, de preferência como o primeiro líquido que vai ser oferecido para a criança, posteriormente sucos naturais e sempre evitar aqueles alimentos embutidos, refrigerantes, tudo o que for mais natural”, finaliza.