O verão é a estação que combina com um mergulho na piscina, no mar e em cachoeiras, mas essa exposição à água pode ser a porta de entrada para bactérias e fungos, ocasionando o desenvolvimento de otite que é uma infecção no ouvido. A médica otorrinolaringologista e professora do curso de Medicina da URI, Emanuele Miola, destaca sinais de alerta e cuidados para evitar possíveis situações de desconforto.
Sinais de alerta
Ao ter contato com atividades que envolvam água, Emanuele, orienta que seja observado o surgimento de dor de ouvido ou sensibilidade no canal do ouvido, coceira, abafamento da audição e drenagem de secreção.
Cuidado
Pensando em ações que possam prevenir o surgimento de inflamações no ouvido ao nadar em mares, rios e piscinas, a otorrinolaringologista, orienta que não sejam usadas hastes flexíveis ou outros instrumentos na orelha, que seja feita a secagem com uma toalha após a atividade aquática, evitar mergulhar em vigência de surgimento de otite e em casos que o indivíduo tenha consciência de alguma perfuração no tímpano.
Protetor auricular
Segundo Emanuele, não é aconselhável fazer o uso de tampões auriculares sem uma prescrição médica. “Alguns modelos de protetores podem deixar um resíduo de água acumulado no canal e predispor a infecções”, explica.
Indicações
Dentre as melhores formas de fazer a secagem do ouvido, a profissional orienta enrolar uma toalha seca e fina de algodão no dedo indicador e secar cuidadosamente, evitando inserir o pano no canal auditivo. Além disso, ela também indica que seja secada as dobras do pavilhão auricular e parte atrás da orelha, sem pressionar excessivamente o local.
Tratamento
A médica explica, que o tratamento envolve a limpeza do canal auditivo em um consultório médico e posteriormente, contará com a aplicação de gotas antissépticas e antibióticas nos ouvidos.