Como escrevi anteriormente, “o eucalipto foi colocado no epicentro das discussões acaloradas sobre o tema reflorestamento na metade sul do estado”. É mister esclarecer que “houve claramente um empate político-ideológico, onde os movimentos que defendem a reforma agrária e são contra o latifúndio, seja ele agrícola, pecuário ou florestal, como o MST, a CUT e a Via Campesina; mais ONGS AMBIENTALISTAS, como AGAPAN, AMIGOS DA TERRA, GREENPEACE foram frontalmente contra o plantio dos eucaliptos. O assunto foi para dentro das universidades como a UFRGS, UFPEL, UFSM, sendo o centro de discussões em salas de aula pelos acadêmicos e professores, principalmente nos Cursos de Engenharia Florestal, Agronomia e Biologia. Também, chegou as escolas públicas estaduais através de um boletim ido CPERS”. E pasmem, apareceu num informativo da Igreja Católica que foi distribuído no interior do estado, inclusive pela nossa Mitra Diocesana de Erechim.
Ainda, todos juntos conseguiram criar uma legislação especifica denominada “Zoneamento Ambiental da Silvicultura”, que restringiu e proibiu o plantio de eucaliptos na região central do estado e no Bioma Pampa, por ser uma espécie exótica. Além, do pinus nos Campos de Cima da Serra. Pasmem novamente, o pinus é taxado como uma espécie de alto grau de poluição, como se fosse um lixão. Entretanto, pode-se criar ou plantar outros exóticos, como boi, soja, batata, sem restrições e autuações da FEPAM/SEMA.
Todos os nominados levianamente “mudaram o foco dos debates, hostilizaram o eucalipto taxando-o como um malfeitor, dando-lhe adjetivos pejorativos, como: demônio, degradador do solo, poluidor do ar, beberão de água, entre outros. Os quais não tem e nunca tiveram quaisquer fundamentações técnicas e científicas, pois:
a) nenhuma árvore e muito menos o eucalipto degrada os solos. Pelo contrário, ele é especialista em buscar os minerais no subsolo, levando-os às folhas, ramos, cascas e madeira, e depositando-os na superfície, enriquecendo o solo com matéria orgânica, cumprindo assim o ciclo de nutrientes. Tudo depende do manejo florestal adotado;
b) não é beberão, vindo a sugar toda a água do solo, pois tem mestrado na infiltração de água das chuvas no solo pelo seu volumoso sistema radicular, fixando-as em suas raízes pelo sistema de vaso-capilaridade, contribuindo para abastecer o lençol freático (vide estudos sobre escorrimento superficial da água em campos e pastagens, lavouras e florestas nativas e exóticas. (Assim, como outras arvores frondosas infiltra 2.000 litros de água chão adentro numa chuva intensa de uma hora). Também, têm mestrado pela sua eficientíssima conversão da água, minerais, energia e gás carbônico em matéria seca, tida como uma das mais altas entre as árvores.
c) nem polui o ar, pois tem doutorado no sequestro de carbono e liberação de oxigênio em sua fase de crescimento, podendo chegar ao sequestro de até 11 toneladas por hectare e por ano. Por enquanto, é um dos vegetais mais eficientes “capturadores de carbono”, evitando o famoso “efeito estufa”, tão prejudicial ao planeta Terra e a sobrevivência dos seres vivos;
d) e também, é pós-doutorado na produção de múltiplos produtos madeiráveis, que fornecem calor pela lenha e carvão vegetal; moradia pelo uso de sua madeira na construção civil (casas, escolas, creches, pontilhões, etc.); e utensílios e móveis; bens para construções rurais (tramas, palanques, moirões, esteios e postes); e de produtos não madeiráveis, como fitoterápicos medicinais pelos óleos essenciais extraídos de suas folhas; mel pelo pólen e néctar; e alimento e remédio pela produção de cogumelos;
Vale lembrar que outras culturas anuais, como cana de açúcar, batata, arroz, consome muito mais água que o eucalipto em seu sistema produtivo”.
Frente aos obstáculos, a Stora Enso migrou para o Uruguai, e a Votorantim para o Mato Grosso do Sul. Hoje neste estado está sendo construída a terceira empresa de celulose e papel. E no MS não há necessidade de licenciamento ambiental, já possuindo mais de 1,0 milhão de hectares de eucaliptos.
Ficam algumas perguntas para a turma de cima responder: - 1º) melhorou a condição social, econômica e ambiental com a não construção destas empresas, e pela não implantação das florestas na metade sul do estado? – 2º) qual o impacto negativo na economia do Estado com esta renúncia?~les, ocupando 10 miela mdadade.scolaridade. de postos de trabalho, mesmo com mrestas, com custos compattal prda FETAG e CUT, a
Como Engenheiro Florestal cabe dizer: “o cavalo encilhado passou”, e perdemos uma grande oportunidade para melhorar a condição florestal, econômica e social do RS, especialmente da metade sul do Estado.