O Evangelho segundo o Espiritismo (Parte II)
Esse Evangelho traz luz a muitas passagens vivenciadas e exemplificadas por Jesus que se expressava através de parábolas.
É preciso sim, ter fé, mas a fé raciocinada e não a fé cega que a tudo aceita sem contestação, que pode levar à distorção da realidade e ao fanatismo.
É preciso crer, sim, mas saber por que se crê!
Essa crença, com base sólida, posto que, assentada sobre a lógica e a razão é de que trata essa obra.
Mencionamos Kardec, ao se referir aos Evangelhos:
“A forma alegórica e o misticismo intencional da linguagem fazem com que a maioria o leia por desencargo de consciência e por dever, como leem as preces, sem as entender, isto é, sem proveito. ” (Evangelho Segundo o Espiritismo, Parte I, da Introdução).
“Nessa obra - justifica Kardec-, foram reunidos os preceitos de moral universal, sem distinção de culto”
A obra tem como objetivo essencial colocá-la “...ao alcance de todos, mediante a explicação das passagens obscuras e o desdobramento de todas as consequências, tendo em vista a aplicação dos ensinos às diversas situações da vida. Foi o que tentamos fazer – diz Kardec -, com a ajuda dos Espíritos que nos assistem”.
A obra, diz Kardec, é universal, cabendo a cada um “...colher os meios de conformar sua conduta pessoal à moral do Cristo”. “Graças às relações estabelecidas, daqui em diante e de maneira permanente, entre os homens e o mundo invisível, a lei evangélica, ensinada a todas as nações pelos próprios Espíritos, já não será letra morta, porque todos a compreenderão e serão incessantemente compelidos a pô-la em prática, a conselho de seus guias espirituais. As Instruções dos Espíritos são verdadeiramente as ‘vozes do Céu’ que vêm esclarecer os homens e convidá-los à prática do Evangelho”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Parte I da Introdução)
(Próximo tema: Obra Básica da Doutrina Espírita – O Evangelho segundo o Espiritismo- Parte III)