Iniciamos um novo ciclo de vida e de época. Iniciamos o ano de 2024. Mais do que nunca aspiramos por uma plena PAZ em todos os recantos do mundo. Dificuldades sejam superadas em nome da fraternidade, que deve unir os povos. Que a época natalina, recentemente vivida, seja um prenúncio de grande calor humano, que permita sonhar por dias mais tranquilos e felizes. Um ANO NOVO que seja muito melhor do que o ano que passou. Desejamos melhores dias com saúde, paz e alegria. Em cada abraço, em cada sorriso, em cada brinde, que aconteceu durante o Réveillon, sejam gestos que permaneçam. Que sejam motivos de muita esperança, de boas realizações e oportunidades. Um 2024 repleto de bons acontecimentos que nos façam sorrir e sermos felizes.
Reminiscências
Recordando: No ano que passou foi feito o relato da viagem ao Japão, Cruzeiro pelo Mar da China –Taipei, Hong Kong, Vietnã – Singapura. Logo, continuaremos narrando esta viagem e chegaremos aos Emirados Árabes. Já foram publicadas XXVI partes. Foram relatos onde foram destacadas a história e a cultura desses distantes povos.
Interrompemos para recordar momentos vividos nos Feriados de Natal e de Ano Novo. Esta época é muito terna e repleta de boas lembranças para mim. Gosto de relembrar momentos que passamos. Foram diferentes lugares, distantes e de culturas também diversas, mas sempre as confraternizações e as comemorações são as mesmas em qualquer lugar.
Comemorando pelo mundo
Nos feriados do Natal e do Ano Novo recordei viagens realizadas em diversas partes do mundo, nesta época do ano. São belas recordações. Muita aprendizagem e conhecimento da cultura e festas de diferentes povos, mas chegamos a um consenso comum. Todos, como eu também, ficamos na expectativa e felizes em aguardar a época mais bela do calendário. Ou seja: na contagem do Ano Novo na Times Square, em New York, ou olhando para os coloridos fogos, entre a neblina, na fria noite de Lisboa, ou na alegre festa, entre flocos de neve, na tradicional Marienplatz de Munich, ou a ouvir o badalar dos sinos e o espocar de fogos na fria Capital Praga. Não há contagem regressiva na cervejaria Augustiner de Munich, mas inicia-se o ano dançando a Valsa da Despedida. A alegria é a mesma, as esperanças são as mesmas.
O Natal foi presenciado em cidades da Europa, onde o presépio não falta junto à árvore de Natal. Lá as crianças sabem bem o significado da data e também ficam muito felizes na sua espera. Não esqueço a vivência do Natal em Viena, na Áustria. Participar da Missa solene, na Catedral Saintstephan. Corais de muitas vozes faziam nossa oração elevar-se e nosso espírito agradecido. Depois, a apresentação, no mesmo local, de concerto com músicos famosos e obras de todos os tempos. Em Munich, embora, fora nevasse, dentro da Frauenkirche o espírito de fé unia a todos e também pelo aconchego que a calefação proporcionava. Lembranças do Vaticano, onde tudo é Natal começando com o magnífico presépio na Basílica de São Pedro. Momentos inesquecíveis no Campo dos Pastores, na cidade de Belém, onde nasceu o Deus Menino. Lá juntaram-se vozes e, em várias línguas, entoaram o “ Noite Feliz”.
Como também a Festa da Epifania – Reis Magos em 6 de janeiro – em Veneza. Tão diferente e grandemente comemorada. Foram alguns dos momentos passados, momentos recordados. Muitos outros ainda estão guardados como caras lembranças. Sempre inesquecíveis nos registros da minha VIDA.
Somos seres que guardamos as memórias, principalmente as boas. As outras substituímos pela nossa caminhada que segue. “A VIDA não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares e momentos capazes de tirar o nosso fôlego”. Esperamos que o ano de 2024 seja aberto ao diálogo, à esperança, à boa saúde, à fé, ao entusiasmo e a PAZ.
Conclusão
Vou repetir palavras da escritora Martha Medeiros em uma crônica sua. São colocações com as quais concordo e faço minhas também. “...jamais defenderei que viajar é uma banalidade dispensável...Por que viajar precisa ser um estado de exceção? Passamos grande parte de vida morando no mesmo endereço, com alguns intervalos de fuga...Eu sei, o ser humano é gregário, precisa manter vínculos emocionais e ter um emprego a fim de ganhar dinheiro para sobreviver, não é prudente se aventurar...Porém, morar para sempre numa única cidade, em geral a que nascemos, é que parece ser um desatino. Pense no que o planeta oferece, Ilhas, Florestas, Desertos, Montanhas, Geleiras, Cânions, Santuários, Templos, Pirâmides, Vulcões, Savanas, Praias, Ruínas, Aldeias, Caminhos sagrados, Metrópoles futuristas, Vilarejos históricos, E pessoas. Pessoas de todas as raças e culturas, pessoas que pensam, comem e agem de forma diferente da nossa. Cartões postais existenciais...Não fomos educados para a experiência in loco, para uma expansão geográfica que nos transforme de fato em cidadãos do mundo. A segurança nos atrai na mesma medida que a liberdade nos assusta. Compensamos o nosso comodismo com livros, que são mais baratos que passagens aéreas. E, quando dá, fazemos turismo. Cada viagem de10 dias ou de um mês é um jeito de colocar a cabeça para fora da gaiola. Depois, voltamos para casa ainda mais comprometidos com nossas raízes: condicionados ou não, optamos pelo amor romântico, pela criação dos filhos, pelos cuidados com os pais. Confirmar, de tempos em tempos que existe muito mais do que isso, é nosso ato de bravura. Mas aventura mesmo é ficar. ”