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Cultura

Artista retoma paixão pela pintura após 20 anos

Com carreira dedicada ao ensino da arte, Marilene Capistrano, viu nas telas uma nova forma de colorir a vida

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Artista plástica, Marilene Capistrano.
Por Vivian Mattos
Foto Vivian Mattos

Ao finalizar um capítulo da vida profissional, algumas pessoas descobrem novos caminhos e reencontram paixões antigas. Neste dia 30 de janeiro, dedicado à saudade, mergulhamos na história da artista plástica, Marilene Capistrano, que após viver 20 anos afastada das paletas e pincéis, retornou a encher sua rotina de cores com a pintura.

A pintura
Para Marilene, a aposentadoria está sendo um momento de retornar com uma paixão antiga e encontrar tranquilidade na rotina. Com técnicas de óleo sobre tela, ela tem dedicado seu tempo a produzir novos quadros e testar novas técnicas. “Assim que me aposentei, eu me sentia ansiosa, preocupada e imaginando o que iria fazer agora. Por isso, decidi voltar a pintar para mim mesma e desenvolver novos trabalhos”, conta.
Segundo a artista, voltar a estudar a arte e redescobrir técnicas está sendo um processo maravilhoso. “Eu sempre amei a arte, ela me inspira, me traz tranquilidade. Voltar a entrar nas cores e dos desenhos tem me feito feliz”, explica.

Sua inspiração
Vinda de um pensamento que transforma a imaginação em uma obra, a inspiração define a singularidade de cada de artista. Segundo Capistrano, seu trabalho tem inspiração na arte do pintor holandês, Vincent van Gogh, considerado uma das maiores referências do pós-impressionismo. “Um artista que me inspira é o Van Gogh, gosto dos traços dele, das cores puras que ele usava e da forma como olhava ao seu redor. Foi um artista muito limitado na pintura e tinha pouca aceitação dos pais, seu trabalho me chama muita atenção”, disse.
Além da inspiração em Vincent, as referências de Marilene, também surgem da natureza morta, filmes que assiste, locais que visita e fotografa para pintar. “A arte para mim significa ter liberdade de pensamento e expressão. Por isso, busco notar nas minhas inspirações, os movimentos, as perspectivas da imagem, a projeção da luz e da sombra para reproduzir nas pinturas”, conta.

Trajetória
Antes de ser professora, Capistrano, atuou em Lages, Santa Catarina, ao lado de um grupo de artistas plásticos. Neste período, as obras produzidas eram direcionadas a exposições e manifestações artísticas abertas ao público.
Em uma encruzilhada entre a paixão e preocupações visualizadas pela sua família, a artista deixou a carreira nas artes e escolheu o caminho do ensino. Assim, a sala de aula se tornou seu novo ateliê e ofício. “Na época, mesmo gostando muito da arte eu não tive a oportunidade de seguir, mas hoje posso retornar de onde parei”, destaca. 

Ensino artístico
Os profissionais que dedicam uma carreira a educação, buscam diariamente ultrapassar as limitações da rotina. No ensino artístico isso não é diferente, enquanto professora com recursos limitados, a paixão pela arte ajudou Marilene, a transformar materiais simples em instrumentos de expressão criativa. 
Antes da retomada da pintura, Capistrano, atuava como professora de educação artística. Neste período, ela parou de pintar e focou suas energias no seu trabalho. Ao lecionar arte nas escolas, ela dedicou sua carreira a ensinar e aplicar as atividades em sala de aula conforme a necessidade de cada estudante, fazendo o melhor com as condições e materiais que são disponibilizados.  
“Eu tive alunos que não tinham tanta aptidão para escrever, ler e interpretar, mas que mostravam muita facilidade na arte. Já tive estudantes que não conseguiam aprender a ler e tinham dificuldades para se desenvolver em diversas disciplinas, mas na educação artística aplicavam trabalhos lindos com a argila, cheios de movimento, textura em folhas e se descobriam artistas. A arte possibilitou a cada um deles fazer de uma forma diferente a releitura da vida e nas formas de se expressar”, explica.

Sentimento
Para a artista, a pintura é uma forma de expor sentimentos, serve como uma expressão e uma maneira diferente de descobrir a vida, através dela é possível colocar para fora nossas emoções, manifestações religiosas, políticas e dentre todas as outras sensações humanas. “A arte da pintura é um movimento, dela é possível expressarmos para o mundo o que sentimentos, explorando as cores, o passar do tempo, a perspectiva, luz e sombra”, explica.

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