21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Opinião

Rinha ou briga de galo (uma prática proibida há 80 anos no Brasil - Parte I)

teste
1
Por Jandir Chiaparini - Licenciado em Ciências Agrárias e Bacharel em Direito

As lutas de galos foram passatempo para a Civilização do Vale do Indo até o ano 2000 a.C. Depois, mais a oeste, o general grego Temístocles, líder do exército de Atenas contra os bárbaros, ao ver galos brigando, inspirou-se para exortar os atenienses: “Os galos não lutam por seu país, por seus deuses, por monumentos de ancestrais, nem por fama, liberdade ou filhos. Lutam porque não querem se render ao adversário. ”

Após a vitória sobre os persas, os atenienses legislaram que galos seriam levados ao teatro uma vez ao ano para brigar. Adiante na história, os romanos, embora com uma fase de repúdio às rinhas de galos, chamadas de “desvios de grego”, terminaram alentando-as, e foi tanto que o escritor Columela (século I) reclamou que seus conterrâneos gastavam o patrimônio em apostas do gênero. A prática chegou ao Brasil com os ibéricos no início do século XVI, e as brigas de galos ocorreram livremente, até serem proibidas em 1934, por Getúlio Vargas.

Como não deixaram de ocorrer totalmente, passaram a ser consideradas “contravenção penal” em 1941 e, depois, no governo de Jânio Quadros, foram veementemente proibidas (via decreto 50.620/61).

Já a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, de 1978, criada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, declarou em seu artigo 3º abominar todas as formas de maus-tratos a animais, assim como a exploração dos mesmos para fins de divertimento humano (artigo 10º). Estes princípios internacionais motivam a luta contra esta e outras práticas, muitas vezes, tidas como culturais, mas que são indesejadas por aguçarem o sadismo.

Os "rinhadeiros" ou "renhideiros" são os locais das rinhas de galos, que, por vezes, terminam albergando outros combates: entre cães, canários e outros animais, sempre entremeio de apostas, com fins de auferir valores. No caso dos galos, estes são equipados com utensílios de metal, como biqueiras e esporas para causar ferimentos mais graves que o natural nos adversários.

Uma vez na arena, são atiçados para a briga, e esta só termina quando um morre ou perde os sentidos por não aguentar os ferimentos. Em alguns casos, os seres humanos dopam os animais com químicos para atenuar a dor e prolongar a resistência física, estendendo a luta e a diversão de certas pessoas pelo sofrimento animal.

 

Publicidade

Blog dos Colunistas

;