Reminiscências
Esta viagem iniciou no Aeroporto de Guarulhos – São Paulo – rumo a Dubai. Descanso de algumas horas no Hotel da Companhia Emirates, no próprio aeroporto. Continuando, rumo a Tóquio com permanência de alguns dias. Em Yokohama, porto do Japão, início do cruzeiro pelo Mar da China. Foram feitas visitas, no Japão, a Osaka e a Okinava. Navegando pelo Mar da China chegamos a Taipei – Taiwan – Hong Kong, no Vietnã- Da Nang, Nha Trang, Ho Chi Minh. Término do cruzeiro em Singapura. Conhecemos muito desta cidade país e depois rumamos aos Emirados Árabes.
Viagem de Singapura aos Emirados Árabes – Dubai
Esperamos o embarque na Sala “Vip” do aeroporto de Singapura. O nosso voo seria pela maravilhosa Companhia Emirates no seu Airbus A380, o Gigante dos Ares. Nossa viagem seria excelente, pois estávamos na Classe Executiva do avião. Ao embarcar, subimos escadas externas, pois esta classe está no segundo andar. A admiração foi grande pelo gigantismo da aeronave. Observando, seria calcular como tão grande aparelho se manteria no ar. Claro, meras suposições... São poucos os aeroportos que recebem o A380. São Paulo é um que o recebe. Hoje, há uma expansão maior de seus voos por mais países.
Viagem agradável e confortável
São dois andares. No primeiro, fica a Classe Econômica, com bom espaçamento de poltronas. Estas são em número de 366 em fileiras de 3- de 4 e de 3. No segundo andar está a Classe Executiva e a Primeira Classe. Conheci esta classe, que é de 14 suítes, por intermédio da tripulação da nossa classe, que contava inclusive com três brasileiros. Por curiosidade, manifestei o desejo de conhecer as suítes. Nelas há banheiro individual com chuveiro. Cama “queen” com lençóis e pijamas de seda. As refeições são sugeridas e servidas por um “maitre” especial. Bem, dá para imaginar o custo desta mordomia.
Classe executiva
São dois espaços num total de 76 assentos. Estávamos no primeiro. As poltronas eram de duas em duas e também individuais. Cada uma destas possui bar individual e TV 40x40. O cardápio contém sugestões de renomados “chefs”. As poltronas tornam-se 100% camas e as janelas são eletrônicas. Vários e espaçosos banheiros inclusive com a oferta de perfumes. No fundo do avião há um “buffet” com permanente disposição. Junto há um bar com poltronas, ao redor, em forma de 1/2 lua. Este ambiente é muito agradável. Torna-se ponto de encontro e de socialização. Agradável som ambiente. O serviço de bordo é impecável. O uniforme da tripulação feminina é maravilhoso: na cor nude, traje de saia e blazer com pequeno chapéu, um “cocand”, este em tom mais escuro Um lenço de gaze branca sai do chapéu e envolve o pescoço.
Configuração interna
Internamente, os dois andares são conectados através de duas belas escadas, em madeira. Por elas somente a tripulação pode trafegar. Pois não é permitida a visita entre um andar e outro. O “gigante dos ares” possui pessoal de bordo que fala 12 diferentes línguas. Na recepção inicial é servido um “Veuve Clicquot”.
Muitas surpresas
Quando chegamos pela primeira vez no aeroporto da futurista Dubai, para descanso de algumas horas, e depois seguir para o Japão, no início da nossa viagem, foi necessário adquirir um visto de trânsito nos Emirados Árabes, válido por 96 horas, que é emitido por meio das companhias aéreas. Nesta nossa segunda vez, a chegada já comportava a visita. O avião estava preparando a descida e a visão dos altos prédios assomando no horizonte, em meio ao deserto, parecia uma fantasia.
Aeroporto de Dubai
Moderno e dos mais luxuosos do mundo. Seu tamanho é gigantesco e é necessário pegar um trem, no subsolo, para ir de um terminal ao outro. Mas as placas indicativas são bem específicas e o aeroporto é muito bem organizado. Na chegada, ao lado de esteiras rolantes, gigantesco “hall” com chão em granito, com contrastes de tons creme. Este está ladeado de altas colunas que emitem luzes e belas altaneiras palmeiras entre as mesmas. A iluminação era intensa e parecia natural. Moderno transporte nos conduziu ao Hotel Sheraton Mall of Emirates.
Conclusão
Dubai impressiona, seja por sua rica cultura ou por suas construções inovadoras. É uma cidade do deserto que a riqueza do petróleo fez surgir. Cidade política e financeira com arquitetura do século XXI. DUBAI é modelo das regiões que desenvolvem diversas atividades econômicas. Foi um porto livre, poeirento e lamacento dos anos 70. Isto já está esquecido. Hoje, se impõe internacionalmente tanto como entroncamento comercial regional quanto como polo turístico privilegiado, principalmente quando os rigores do inverno assolam o Hemisfério Norte. Ela se diferencia em um Oriente Médio onde o petróleo permanece sendo frequentemente a única fonte de recursos.