Em toda obra, há a manifestação de Espíritos Superiores acerca dos diversos temas abordados.
Em seu primeiro Capítulo, aborda as três revelações divinas.
A primeira revelação está contida nos dez mandamentos trazidos por Moisés (não confundir com a Lei Mosaica, esta, lei civil ou disciplinar, estabelecida por ele para viabilizar a condução do povo hebreu através do êxodo. Lei “...apropriada aos costumes e ao caráter do povo”).
A segunda revelação está nos Evangelhos, trazido por Jesus ao dizer que Ele não vinha destruir a Lei ou os profetas, mas dar cumprimento à Lei de Deus, “...desenvolvê-la, dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens”. (KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I).
A terceira revelação está no Espiritismo.
Como nos esclarece Kardec, “o Espiritismo é uma ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo”. E nos mostra que esse mundo, o espiritual, não deve ser visto como algo sobrenatural, mas “...como uma das forças vivas e sem cessar atuantes na Natureza”. [...] “É a essas relações que o Cristo faz alusão em muitas circunstâncias, e é por isso que muitas coisas que Ele disse permaneceram ininteligíveis ou foram falsamente interpretadas. O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica com facilidade”.
No Capítulo II, há abordagem sobre o significado da expressão “Meu Reino não é deste mundo”.
No Capítulo III, outra abordagem que tem relação consentânea com a ideia de mundos evoluídos e primitivos, ao lembrarmos da afirmação do Cristo, “há muitas moradas na casa de meu Pai”.
A leitura do Capítulo IV nos remete à pluralidade de existências, a reencarnação, quando Jesus menciona que “ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo”.
O Capítulo V, traz alento para os que sofrem ao mencionar as aflições e suas origens, quando o Divino Mestre nos acena com seu amparo ao afirmar “bem-aventurados os aflitos”.
No Capítulo VI, encontramos menção ao Consolador Prometido.
Nos Capítulos VII a X, encontramos outras bem-aventuranças.
(Próximo tema: Obra básica da Doutrina Espírita – O Evangelho segundo o Espiritismo - Parte V)