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Saúde

Erechim tem dois casos confirmados de dengue

Secretária de Saúde explica que situação até o momento está controlada, mas 68 pacientes com sintomas estão em investigação

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A cada 100 domicílios, três locais têm a presença do mosquito
Por Vivian Mattos
Foto Silvio Vanz

O número de casos confirmados pelo vírus da dengue continua em crescimento no Rio Grande do Sul. Neste contexto, para entender o cenário da doença e o quadro de transmissão em Erechim,  o jornal Bom Dia, entrevistou na última sexta-feira, 9, a secretária de Saúde, Éclesan Palhão e o diretor da Vigilância Sanitária, Paulo Botton. 
Casos de dengue em Erechim
Durante a entrevista realizada na última semana, Erechim contava com 63 casos em investigação e dois confirmados. A partir de dados apurados com a Secretaria de Saúde para o fechamento dessa matéria, até essa quarta-feira,14, o número de casos em averiguação subiu para 68 e confirmados permaneceram iguais. A alteração dos números ocorre pela variação rápida da quantidade casos prováveis incluídos para análise.
Segundo Éclesan, o cenário da dengue no país e no estado do Rio Grande do Sul é grave. O município vem trabalhando durante o ano todo no combate ao vírus e está com bons números, mas isso não significa que a qualquer momento possa ocorrer uma explosão de casos. “Qualquer pessoa que vem de outro município, cidade e arredores, podem estar com a doença e a partir desse momento, pode desencadear um problema na cidade”, explica.
Levantamento de focos
Éclesan explica que, durante a primeira semana de janeiro de 2024, a Secretaria de Saúde realizou uma pesquisa do cenário de risco da dengue em Erechim, tendo o percentual de 2,6%. Sendo assim, a cada 100 domicílios, três locais têm a presença do mosquito. “Esse levantamento é um apanhado geral da cidade. Por isso, não podemos dizer que um ponto ou outro da cidade tem mais ou menos incidência. Então, precisamos trabalhar para acabar com os locais e espaços com água parada, ambientes onde o mosquito vai colocar seus ovos e onde a larva irá nascer. É um trabalho geral na cidade”, disse. 
Investigação
O diretor da Vigilância Sanitária explica que o combate ao mosquito é realizado o ano inteiro. Segundo ele, a Secretaria de Saúde conta com uma equipe de trabalho composta de agentes de combate à endemia e um grupo realiza visitas nos moradores do município para realizar inspeções, mas que o atual momento do ano favorece a proliferação do mosquito. “Esse período de março a abril é a época sazonal de maior incidência e notificação de casos. A gente tem um plano de contingência que vai sendo executado conforme o número de notificações que surgem”, destaca.
“Hoje, a gente segue realizando as visitas, estamos intensificando as ações de limpeza nos pontos focais e aos casos notificados, seguimos o que é preconizado no manual do Ministério da Saúde sobre o combate à dengue. A gente faz uma pesquisa vetorial especial, que consiste na investigação dos focos nos domicílios suspeitos, no perímetro e arredores. Nesses casos, quando pertinente, utiliza-se bloqueio químico, que deve ser feito diante de algumas características para ter a eficácia esperada”, enfatiza.
Precauções
Segundo Paulo, os métodos mais eficientes para conter o mosquito é não deixar nascer. O setor recebe diversas solicitações de execução de fumacê, conhecida como a aplicação de veneno, mas essa é uma estratégia de emergência. “A ferramenta mais eficiente é não deixar que a larva chegue à forma adulta, que é a responsável pela transmissão. O mosquito precisa de água limpa e parada para que o ovo cumpra seu ciclo de desenvolvimento até chegar à forma adulta”, explicou.
O profissional, enfatiza que as precauções devem ser focadas a evitar o acúmulo de água parada, desde a tampinha de garrafa jogada no terreno ao vaso de plantas acumulando água. “As caixas d’água em que a população costuma coletar água da chuva, ela não é clorada e, portanto, a proliferação do mosquito acontece. O nosso apelo é que a população engaje junto, nós temos feito a nossa parte, mas precisamos que cada um faça a sua. Temos um número que quem trabalha com saúde leva consigo, uma semana, dez mil minutos, desses dez mil, nós temos que tirar dez ou 15 para fazer o entorno do nosso domicílio para evitar a proliferação”, informa. 
Colaboração popular
A secretária enfatiza que o poder público sozinho não consegue realizar todo o trabalho necessário e a população precisa colaborar nesse combate. “Cada pessoa precisa cuidar do seu espaço, olhar o terreno baldio ao seu lado, verificar se tem uma tampinha ou um lixo jogada que vai acumular água, pois pode virar um caso que afeta a vida de uma pessoa da sua família”, diz. 
Segundo Éclesan, o maior apelo do poder público no momento é o cuidado com o lixo, pois mesmo os profissionais realizando seu papel as pessoas necessitam cumprir sua parte para o sucesso do combate a dengue. 
“O recolhimento do seu lixo, garrafa de água, copo plástico e pacotinho de picolé que vemos jogados na rua, são de responsabilidade de cada um. A secretaria faz o recolhimento e uma semana depois, visita os locais e o acúmulo de lixo está novamente depositado ali”, destaca. 
Sintomas
Paulo, explica que a dengue é uma virose, sendo assim, alguns sintomas podem ser confundidos com outras doenças, mas os principais que caracterizam o quadro, são a febre alta de início súbito, dores musculares, nas articulações e dor orbital, que aparece atrás dor olho. Já nos casos graves pode existir a evolução de quadros hemorrágicos e dores abdominais. 
O profissional da Vigilância Sanitária, orienta que ao surgirem os sintomas, seja procurado o atendimento, pois é uma oportunidade para que o setor de endemias entre em ação e o protocolo médico desses casos seja aplicado. 
Onde buscar atendimento
Cada um dos bairros tem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) como referência e esse é o primeiro local que o paciente deve ir buscar atendimento.

 

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