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Saúde

Alto Uruguai registra 18 casos de dengue

Segundo 11ª CRS, o número de confirmados é superior comparado ao mesmo período do ano de 2023

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Responsável pela Vigilância Ambiental, Larissa Ribas Lima e coordenador da 11ª CRS, Paulo Antonio.
Por Vivian Mattos
Foto Silvio Vanz

A proliferação da dengue ainda é uma ameaça crescente no Rio Grande do Sul, esclarecendo dúvidas sobre o cenário dos municípios que compõem a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (11ª CRS), o jornal Bom Dia, esteve em entrevista com o coordenador da 11ª CRS, Paulo Antonio Rucinski e a médica veterinária, responsável pela Vigilância Ambiental, Larissa Ribas Lima. 


Número de casos
Segundo Larissa, a 11ª CRS é responsável pelo monitoramento dos casos de dengue nos municípios do Alto Uruguai Gaúcho. Atualmente, os registros do Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (LACEN/RS) são:
Casos confirmados de dengue
11 casos em Erechim;
2 casos em Nonoai;
1 caso em Barão de Cotegipe;
1 caso em São Valentim;
1 caso em Estação;
No momento, as notificações de casos supeitos são de 240, sendo mais de 80% em Erechim. O monitoramento dessas notificações tem o auxílio da 11ª CRS, gerando alertas quando houver necessidade. 
No último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), metodologia que reconhece de forma rápida, a quantidade de imóveis com a presença de recipientes com larvas de Aedes aegypti, mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya, Febre pelo vírus Zika e Febre Amarela, a região apresentou um alto índice de infestação, sendo 2% em Nonoai, com o maior índice de infestação nos meses de janeiro e fevereiro.
Segundo os entrevistados, o Rio Grande do Sul, não tem previsão para receber a vacina contra a dengue na leva deste ano e provavelmente, não receba no próximo. O indicado para o momento foi a prevenção de médio a longo prazo. 

 

Capacidade da saúde pública
O coordenador da 11º CRS, Paulo, disse que neste ano, o mosquito teve uma manifestação mais rápida que nos últimos anos. Segundo ele, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de toda a região, estão capacitadas para exercer o cuidado e a prevenção ao mosquito. 
Ele explica, que a região tem uma retaguarda hospitalar, sendo assim, o primeiro sintoma de cada paciente que estiver relacionado com a dengue, deve ir ao posto de saúde, fazer uma avaliação e ter o tratamento primário. Caso os sintomas persistam, essa retaguarda hospitalar é feita entre os hospitais da região que podem dar esse suporte.
Conforme orientado pelo Ministério da Saúde, o uso de remédios como ibuprofeno, aspirina, nimesulida e diclofenaco devem ser evitados por elevar o risco de um quadro hemorrágico. “Pedimos para as pessoas que não tomem medicação por conta própria, procure o serviço de sua cidade para ser atendido, procurando o serviço hospitalar em casos graves”, destaca Paulo. 


Treinamentos
Segundo a responsável pela Vigilância Sanitária, também é feito treinamento com os municípios, a exemplo da última edição, feita nos dias 20 e 21 de fevereiro, abordando as novas estratégias de combate a dengue que devem ser utilizadas no Rio Grande do Sul.
Dentre as essas estratégias citadas por Larissa, estão as “ovitrampas”, pequenos baldes com palhetas de eucatex, água e larvicida biológico, onde as fêmeas dos insetos depositam os seus ovos. Essas palhetas são incineradas e substituídas por novas a cada dois meses.
A Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) também foi abordada, ela trata da aplicação de inseticida com efeito residual dentro dos domicílios ou de locais que podem ser considerados estratégicos ou de maior risco, a fim de eliminar as formas aladas do mosquito. “Na região do Alto Uruguai, as pessoas têm costume de armanzenar em casa, a água da chuva. Esse armazenamento pode causar um foco de dengue se essa caixa não for vedada corretamente, por isso, a Vigilância Ambiental, monitora essas residências com caixas e faz o tratamento da água”, explica. 
Além disso, a 11ª CRS também fornece inseticida para bloqueio em locais suspeitos de casos de dengue e apoia os municípios com treinamento para os agentes de combate às endemias.


Prevenção
Segundo Larissa, as orientações do Estado do Rio Grande Sul são que a prevenção continue sendo mantida, bem como, evitando deixar o acúmulo de água em recipientes, vedação com tela das caixas de água, quando possível, adicionar telas dentro de caso e fazer uso de repelentes.

 

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