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Opinião

Pão e Circo

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Por Gaby Garbin Mársico - Membro da Acadêmica Erechinense de Letras

Esta expressão – pão e circo – remonta ao Império Romano, provavelmente no reinado de Caio Graco (130 a.C.). O autor da frase seria o poeta satírico Juvenal que teria vivido nessa época. Era a crítica ao povo romano que só se preocupava em se alimentar e se divertir, pois não tinha nenhuma informação e nem se interessava pelos assuntos políticos. E esse era o objetivo dos imperadores que não queriam um povo interessado em sua administração para não “atrapalhar”. Daí surgiu o panem et circense (do latim).

Nós, o povo brasileiro, de um modo geral, preferimos nos queixar como a vida está cara, “pela hora da morte”, mas não descruzamos os braços e deixamos que “la nave va”.

Temos preguiça e/ou covardia em bater na porta de nossas autoridades governamentais exigindo mudanças para melhorar nossa economia, nossa educação, nosso dia a dia. E preferimos continuar, entre lágrimas e lamentos, elegendo incompetentes e velhas raposas que nos dão apenas pão e circo. Aliás, o pão nosso de cada dia nem “alcança” milhares de brasileiros.

Se as pessoas lessem mais, principalmente nossos administradores, desde presidente até prefeitos e vereadores, aprenderiam como economia, desenvolvimento, progresso, riqueza são alimentados por uma boa educação.

Fernando Schüler, cientista político e professor, cita as maiores economias do mundo que reduziram a pobreza unindo-se com educação – sucesso capitalista forte com investimento em educação. A saber, Coréia do Sul, Singapura, Tailândia, China...

A receita – abertura de mercado, aumento de produtividade, capacitação de pessoas (educação), ética pública, racionalidade no gasto governamental. Enquanto isso, nosso rico Brasil tem a justiça e o legislativo mais caros do mundo; e 5 bilhões de reais para o “fundão” eleitoral.

Nós, eleitores, leitores e povo brasileiro, queremos mais??? Ou está bom assim???

Do jeito que anda a “carruagem” se facilitarmos ficaremos apenas com o circo – o grandioso carnaval – e os impostos.

E o estômago de nossas pobres crianças que espere.

 

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