O moderno e o exótico são atrações de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. É uma cidade incrível para visitar. Contraste da modernidade com as tradições religiosas. Além de grande metrópole, oferece roteiros muito interessantes pelo deserto. Passeios de camelo, pousada em requintadas tendas e até jantar, nas areias, ao estilo beduíno.
Reminiscências
Em Dubai, a visão dos prédios assomando no horizonte, em meio ao deserto, parece uma miragem. Ela oferece uma modernidade que não esqueceu a vida em suas areias e ainda uma parcela do seu povo que guarda as suas tradições. Impressiona por sua rica cultura e por suas construções inovadoras.
Paisagem futurista- Dubai
Quando se entra na Avenida Sheikh Zayed, que corta a cidade em meio às gigantescas edificações de aço e vidro, encontramos uma paisagem futurista. Dominando o skyline está o Burj Khalifa com seus impressionantes 828 metros. Seus primeiros andares são o DUBAI MALL, um dos maiores e mais lindos shoppings do mundo. Vale muito a pena tirar momentos, num dos seus maravilhosos cafés, e ficar observando os seus frequentadores. Visitantes do mundo todo. Línguas diferentes, onde predomina a língua inglesa. Muitas mulheres locais, principalmente as afortunadas, vão fazer o seu passeio e esperam serem notadas. Dão um verdadeiro show de beleza e riqueza. Portam belas vestes, tecidos nobres, sempre longas e pretas. O rosto está à mostra, bem maquiadas, usando magníficas joias e sapatos das grandes grifes. Quando passam, fica no ar o delicioso aroma de perfume francês. O show das fontes dançantes é algo impressionante. Não se pode perder a visita ao alto do shopping no mirante At the Top – aos 124 metros de altura. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente, pelo site “atthetop.ae”, pois as filas são enormes.
O que visitar e ver
O centro da cidade é cortado por um moderníssimo trem de superfície. As passarelas de pedestres, sobre as avenidas, são climatizadas, assim como alguns locais centrais, como praças. O calor é intenso, na maior parte do ano, e sempre buscam um conforto maior aos locais para os visitantes. A lista de encantos é interminável: shoppings com pistas de esqui e rinks de patinação, ilhas artificiais, hotéis temáticos. Na Boulevard Street há a Casa da Ópera com uma arquitetura que lembra antigas embarcações. Pelo Dubai Water Canal, de barco, admira-se luxuosas construções. Depois, dá para chegar ao novo marco arquitetônico da cidade, o Dubai Frame, um edifício de 150 metros de altura em formato de uma moldura e que proporciona vistas panorâmicas lindas.
Burj Al Arab
Uma torre maravilhosa. Ergue-se no Golfo Pérsico sobre sua própria ilha artificial com um desenho que lembra a vela enfunada de um tradicional navio árabe – o Burj Al Arab (Torre Árabe), de 56 andares. É um dos hotéis mais altos do mundo e uma bela homenagem à tradição marítima de Dubai. Os petrodólares financiaram os cinco anos que sua construção levou. Muita técnica e engenharia. É o ícone de Dubai- sua imagem a representa. Esse Hotel é um oásis de frescor, muito luxuoso. Lembra Hollywood dos bons tempos. O seu saguão é de 180 metros de altura. Dele é possível o embarque num sofisticado submarino. Este conduz ao restaurante – o Al Mahara -de frutos do mar, submerso no Golfo com paredes de vidro onde está o fundo do mar.
Hotel considerado de sete estrelas
O Burj Al Arab foi decorado com mármores raros e multicores. Foram usados 2.000 metros quadrados de folhas de ouro de 22 quilates. Esse símbolo da nova Arábia possui imensas suítes duplex – são os únicos tipos de aposentos apresentados aos hóspedes pela casa. Estes estão entre os maiores e mais requintados do planeta. O Hotel é muito tecnológico. Há um mordomo privado para mostrar como tudo funciona. A grande suntuosidade está nas duas suítes reais de cobertura, com 780 metros quadrados cada uma. São dois andares com cinema, salas de reunião, de jantar e de vestir. Camas rotatórias e elevador privado. O preço de cada uma é de 7 mil dólares a diária.
Conhecendo o Burj Al Arab
Fizemos reservas para um jantar com a intenção de conhecer o hotel “sete estrelas”. Como ele está numa ilha, há uma bela passarela ligando as areias ao hotel ladeada com coqueiros. Há um vai-e-vem de automóveis de luxo. Luxo é luxo! Esse hotel é sinônimo disso. Bem no alto, o heliponto serve para a quadra de tênis – a mais alta do mundo. O formato do prédio, de vela enfunada, é o símbolo da cidade de Dubai. Simpáticas recepcionistas, vestidas com traje de seda “azul índigo” nos bem receberam. Fomos acompanhados até os altos e recebidos pela música de um pianista que tocava Tom Jobim – enorme piano de cauda branco. O jantar, muito esmerado, da entrada a sobremesa. Depois, um “desfile” de chás com bombons. Flores, muitas flores naturais pelos locais. Na sala de jantar, eram com belíssimas rosas de muitas cores. Ao lado da nossa sala de jantar, pois lá são inúmeras, ficava o Bar Skyview com bela vista da noite para o mar. Luzes, cores e luxo!
Conclusão
Para o jantar, chegamos ao Burj Al Arab pelo entardecer. Assim, conseguimos desfrutar da maravilhosa vista do mar e, ao fundo, as areias do deserto. Em Dubai, não há postes de fios como conhecemos. Enormes palmeiras metálicas servem para o telefone e para a iluminação. São tão perfeitas que é quase impossível perceber a diferença das que são naturais. Na manhã seguinte, o tempo parecia encoberto. Era uma tempestade de areia, pois se está em pleno deserto. Quase não havia visibilidade. Mas, depois que passou, entrou um organizado serviço com aspiradores e jatos de água.