Continuando no assunto, porque alguns municípios prosperam e outros não! Na década de 50, municípios como Carazinho, Passo Fundo e Erechim, e Chapecó-SC eram semelhantes em quase tudo. Passados 60 anos, muita coisa mudou entre estes. Se formos para 2014, passaram-se 74 anos, exatamente uma vida, mais 24 anos de 2010, e as mudanças são perceptíveis.
Carazinho, minha terra, a população regrediu, sua economia parou no tempo. De outra forma, Passo Fundo aumentou sua população nos últimos 20 anos, se industrializou, evoluiu no tempo e prosperou. Chapecó-SC sua população cresce vertiginosamente, prosperou em todos os sentidos.
Vale lembrar que a prosperidade econômica de um município ou região está ligada as vias de acesso “com asfalto”, interligadas as rodovias estaduais e federais. Isto vale para o meio urbano e rural. Como se diz desde os tempos áureos: “se não há estradas, não há progresso”. Nossa região ainda se encontra no tempo “da pedra lascada”, embora estejamos na era da internet, da inteligência artificial, dos aviões hipersónicos etc. Assunto para a próxima matéria.
Na semana passada, dia 03/04/2024, um jornal local fez um comparativo dos “dados econômicos e sociais oficiais de Erechim, Passo Fundo, Concordia e Chapecó”, semelhante a matéria que fiz, até parece que combinamos!
O atual prefeito e seu secretariado estão no terceiro mandato, e pretende ir para o quarto mandato. Erechim é um município bairrista e fechado? Quantas empresas o atual executivo buscou de fora e se estabeleceram por aqui nos últimos 20 anos (período dos três mandatos e mais o que o antecedeu)? Pelo que lembro, nenhuma.
No setor de comércio, especialmente de alimentos - supermercados, diziam que havia uma lei municipal que outras redes não poderiam se estabelecer em Erechim. Ficamos décadas sem concorrência, até que se instalou o Caitá, e depois o Passarela. Também, lembro que no primeiro mandato do atual prefeito, foi lançado a instalação de dois novos distritos industriais, um de alimentação na saída para Barão de Cotegipe; e outro de indústrias na saída para Concordia. O tal distrito de alimentação não vingou e morreu no esquecimento. O tal de distrito industrial está saindo do papel, mas passou-se vinte (20) anos. Há mais de 100 empresas inscritas para buscar novas instalações, progredir, evoluir, gerar novos empresas, mais renda e receitas.
Como o tal distrito ainda não aconteceu, havia empresas que não podiam ficar esperando. Algumas até pretendiam ir embora do município, onde lhes foi oferecido áreas amplas e isenção de impostos. Entretanto, o amor por Erechim prevaleceu, e a alternativa foi investirem com recursos próprios na compra de áreas adjacentes a cidade, e se instalaram nas saídas da RS 135 para Passo Fundo, na RS 331 para Gaurama, na BR 153 para Concordia e Passo Fundo. Basta ver as empresas instaladas e novas obras acontecendo nestes locais. Será porque optaram para se instalaram ou estão se instalando nestes locais?
E o nosso município de Erechim como anda economicamente e socialmente?
Buscando os dados do IBGE de 2021, o município ocupa a 15ª colocação no ranking das melhores economias do RS, com PIB de R$ 6,9 bilhões, representando 1,18%. E renda per capita de R$ 64.103,00, IDH 0.776 (2010). Comparando com os dados do IBGE em 2020, mesmo aumentando seu PIB R$ 1,1 bilhões (17,5%), o município regrediu na representação estadual perdendo uma posição (era 14º).
Os números (desencontrados entre IBGE e município) mostram que Setor de Serviços tem maior representatividade na economia local com índice de 55,65%, seguido pelo Setor Industrial com 37,96%, e o Setor Agropecuário com 6,39%. Portanto, temos a indústria como mola propulsora da nossa economia. Entretanto, vale lembrar que uma parte deste percentual é gerado no campo pela agricultura e pecuária, já que temos diversas agroindústrias de grande porte, como os frigoríficos da Aurora, fábrica de ração da Cooperativa Alfa, entre outras.
Parece que há uma retomada no ritmo de crescimento do município, pois existem 2.760 vagas abertas de emprego. Cadê o povo trabalhador? Temos no Brasil 8,1 milhões de desempregados. Será que falta trabalhadores ou falta vontade de trabalhar?