O “capítulo” que segue é mais um fato hilariante que Gladstone Osório Mársico registra em seu GATOS À PAISANA, sobre nossa cidade na década de 1960.
Um Prefeito do Povo
“Era um período de grande marasmo em que vivia a Prefeitura. O Prefeito era tão calmo, tão parado, tão inepto que deixou a praça mais central da cidade, que ficava defronte à sede do governo, transformar-se num picadeiro. Muitas vezes era comum surpreenderem-se cavalos pastando nele e ele, na sacada da Prefeitura, insensível à cena, saboreando um crioulo.
Comentavam até que havia chegado a era dos quadrúpedes: os cavalos na praça e o burro na sacada. Em parte, o povo tinha razão na sua irreverência. É que os prefeitos anteriores haviam sido quase todos formados, portadores de grau universitário. E duma hora para outra lançou-se uma nova coqueluche eleitoral. Argumentando-se que a maioria dos votantes residia no interior, nas colônias e, nada mais popular que um verdadeiro intérprete daquele meio para dirigir os destinos da cidade.
E o candidato abriu seu primeiro comício com as seguintes expressões:
Porca pipa, conosco ninguém podemos! ”