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Cultura

Para ler, sentar, aprender e admirar

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Na cidade gaúcha de Morro Reuter, os bancos das praças são em formato de livro, para estimular a lei
Por Rodrigo Finardi
Foto Daniela Moraes/Divulgação

Lendo o artigo da página 4 desta edição, assinado pela presidente da Academia Erechinense de Letras, Helena Confortin, é possível fazer uma viagem no tempo, sobre as 25 edições da Feira do Livro de Erechim, que iniciou em 1977.

O primeiro patrono que abriu às portas para os demais

O primeiro patrono foi o médico Paulo Dias Fernandes. Lembro que certa vez, fui fazer uma matéria em seu consultório, e atrás de sua mesa, na parede o diploma de formatura em Medicina, na Universidade Federal do Paraná, assinado pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek. Descrevo essa pequena passagem, para mostrar o quanto importante é uma feira do livro para um município. Um médico escritor abriu às portas para os demais 24 patronos que o sucederam. 

Feira do Livro jamais pode sair da praça

As feiras tiveram um hiato de 15 anos, entre 1990 e 2005, mas quando voltou começou a se moldar no formato que é hoje. E principalmente com a concepção sólida, que ela jamais pode sair da praça, espaço de convívio e de lazer das famílias. Lugar de Feira do Livro é na praça. Tanto é que durante os nove dias a Praça Prefeito Jayme Lago, é chamada Praça do Livro, por decreto do prefeito de Erechim. Mas fique claro que é apenas nesse período.

O exemplo de incentivo

Aproveitando esse gancho da Praça do Livro, a cidade gaúcha de Morro Reuter, em uma de suas praças (a exemplo de vários lugares no mundo), fez bancos em forma de livros, para incentivar a leitura. E por que não, fazer o mesmo aqui em Erechim?

Clima harmônico para irradiar ações pela cidade

A ideia seria trocar os bancos da Praça Prefeito Jayme Lago, por bancos em formato de livros, para a população que usa o local, ter ciência que neste espaço ocorre a Feira do Livro. É possível também fazer o obelisco, ou monumento em homenagem ao livro, e usar o espaço com ações e práticas que estimulem a leitura. Ou melhor, que conecte, usando o gancho do slogan da feira deste ano. Os bancos servirão para ler, sentar, aprender e admira. E nessa toada, se cria um clima harmônico, para irradiar pela cidade outras ações em prol da cultura, em suas várias formas de expressão.

Um espaço que pode revelar grandes escritores

É como certa vez me disse um empresário: “para se tornar algo real, primeiro é preciso sonhar. Sonhe que não custa nada”. Estou sonhando, quem sabe um dia, possa ver essa praça como um espaço permanente de incentivo à leitura. E deste espaço, surjam grandes escritores.

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