Na natureza, o solo e a vegetação geralmente estão em perfeito equilíbrio. O solo fornece nutrientes para plantas e estas ajudam a formá-lo, não só pela desagregação de rochas (tarefa realizada pelas raízes), como também pela decomposição de resíduos vegetais que caem na terra.
No processo, o solo vai aos poucos enriquecendo-se com matéria orgânica, sais minerais e enzimas diversas. Árvores e arbustos, aliás, formam uma camada que impede a lavagem do solo pela queda direta da água da chuva.
Por sua vez, os detritos vegetais que se acumulam na superfície da terra através dos anos formam uma camada cada vez mais espessa, que atua como esponja, absorvendo a água e fazendo com que ela penetre lentamente até o perfil do solo, aumentando os níveis dos lençóis freáticos.
Para aplicar culturas extensivas em latifúndios, o ser humano precisa de terrenos limpos e arados, isto é, "livres de vegetação primitiva". Ultimamente, como já dito, tem-se preferido fazer grandes plantações em áreas de mata.
As derrubadas, porém, quebram a harmonia da natureza e rompem o "equilíbrio perfeito". O que se planta nessas terras? Cereais, legumes, hortaliças e árvores frutíferas, ou senão pastagens que depois vão alimentar rebanhos, já que não se pode encontrar tamanha abundância de pastagens em estado natural, num só lugar.