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Opinião

O Livro dos Médiuns (Parte II)

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Por União Municipal Espírita (Erechim)

Na breve introdução dessa obra, Kardec alerta que “...a prática do Espiritismo é cercada de muitas dificuldades e nem sempre é isenta de perigos”. Daí a importância que se deve dar a uma base sólida de conhecimentos e à seriedade com as quais deve nortear todo aquele que possui essa capacidade, que deve ser exercida para o bem. (Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns, Introdução).

E uma pergunta que será respondida nessa obra: todos somos médiuns?

O intercâmbio com o mundo espiritual sempre existiu. Vemos manifestações descritas por todas as religiões ao redor do mundo, desde a antiguidade aos tempos atuais.

Para quem tem interesse no estudo dessas manifestações nas suas várias formas, sugeridos essa leitura, cuja origem é o ensino trazido pelo Plano Maior.

Essa obra está dividida em duas partes.

Na Primeira Parte, as Noções Preliminares: “Há espíritos”; “O maravilhoso e o sobrenatural”; “Método” (assim entendido como o caminho para aprender sobre o Espiritismo que é ciência e filosofia). E acentua Kardec: como ciência deve ser aprendido com atenção e seriedade e não como se estivesse apenas satisfazendo uma curiosidade ou brincando. (Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns, Cap. III, item 18). Concluindo essa Primeira Parte, os “Sistemas”, isto é, os diversos modos de interpretação no estudo dos fenômenos mediúnicos.

Na Segunda Parte, dividida em trinta e dois capítulos, abre-se o primeiro, com a “Ação dos Espíritos sobre a matéria”, seguindo com o Capítulo II, tratando das manifestações físicas, as mesas girantes que despertaram a curiosidade em Kardec, levando-o a esse “tratado espiritualista”, o pentateuco kardequiano, que, como ele mesmo faz questão de esclarecer, não é obra sua, mas dos Espíritos.

Seguindo, no Capítulo III, as “Manifestações inteligentes”; no Capítulo IV, a “Teoria das manifestações físicas”.

No Capítulo V, das “Manifestações físicas espontâneas”.

No Capítulo VI, encontraremos valiosa dissertação sobre as “Manifestações Visuais”.

No capítulo seguinte, o Capítulo VII, “Bicorporeidade e transfiguração” (ou, homens duplos), há a descrição do episódio envolvendo Santo Antônio de Pádua em que ele, estando na Itália, aparece no julgamento de seu pai, que se encontrava em Lisboa e seria supliciado “...sob a acusação de haver cometido um assassínio”. “No momento da execução o santo aparece” e o inocenta, dando a conhecer o verdadeiro criminoso.

 

(Próximo tema: O Livro dos Médiuns – Parte III)

 

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