Oriente e islã estão de tal forma unidos no imaginário ocidental que a existência de comunidades cristãs nessa região parece quase impossível. Entretanto, em alguns países, o cristianismo é a religião de cerca de 10% da população. Com o passar do tempo e as conversões principalmente de cristãos, o islã deixou de ser a religião da elite dirigente e passou a ser a da maioria. Islã-Islamismo: acredita num só Deus Criador do Universo, a religião de Maomé.
Reminiscências
A rica ABU-DHABI, vizinha de Dubai, é a capital dos Emirados Árabes. Seu nome significa “pai do cervo”. Com muita beleza, cultura e avanço tecnológico. Nela, o velho e o novo coexistem. Modernidade enlaçada com as tradições do deserto, mas com visão futurista.
Abu-Dhabi
Próxima ao centro, está a Ilha Saadiyat, onde encontram-se: o Museu do Louvre Abu-Dhabi e o Museu Guggenheim. Para a construção deles foram investidas verdadeiras fortunas, recebem, constantemente, exposições de suas matrizes. Até a Mona Lisa, obra de Da Vinci, a principal do Louvre de Paris, já chegou a Abu-Dhabi. O Museu do Louvre de Abu- Dhabi é uma construção de arquitetura diferenciada e com cúpula abaulada recebe luminosidade e calor. Nele está inserido o Museu da Criança. Ambos oferecem obras da pré-história até as contemporâneas.
Parque da Ferrari
O esporte está bem lembrado em Abu-Dhabi com o Parque Temático da Ferrari. Imenso complexo totalmente climatizado. Muito visitado, devem ser feitas reservas. O grande show são as pistas e carros que simulam as corridas. Os jovens, principalmente, ficam deslumbrados em correr com uma Ferrari.
A grande mesquita “Sheikh Zayed”
Começou a ser construída, em 2004, pelo “Sheikh” Zayed Bin Sultan Al Nahyan numa área equivalente a 5 campos de futebol em Abu-Dhabi. Mas ele faleceu antes de ficar pronta. Foi inaugurada em 2007 levando o nome de “Sheikh Zayed”. Relembrando: ele foi o fundador dos Emirados Árabes Unidos. Está enterrado num riquíssimo mausoléu nos jardins da mesquita. Esta é uma belíssima obra de arquitetura islâmica e é considerada a oitava maior mesquita do mundo. Pode acomodar 40 mil fiéis. A religião é uma prática sagrada entre os muçulmanos.
Sua construção
A obra está encimada por 82 cúpulas brancas no estilo marroquino, 107 metros de altura e 4 minaretes. Três mil artesãos trabalharam nela. São mil colunas de mármore italiano completadas por lindos detalhes – folhas de ouro de 24 quilates. O chão é todo em mármore vindo da Macedônia, Áustria e Itália. Arcos em forma de ferradura circundam o interior dando destaque aos detalhes das paredes em ouro e madrepérola. Belíssimos! A construção durou de 1996 a 2007 com o então atual presidente filho de Sheikh Zayed. Custou 550 milhões de dólares.
Os lustres e o tapete
No interior, na parte central, um grande tapete cobre o chão de mármore. Um tapete persa, redondo, o maior do mundo com 5 627 metros quadrados e com um peso de 47 toneladas. Foi criado por 1 200 artesãos. Os lustres vieram da Alemanha. O mais importante, o central, possui 10m de diâmetro, 15 metros de altura, com 12 toneladas. Ele contém 40 quilos de ouro 24 quilates e milhões de cristais Swarowski. É o mais caro do mundo. O sistema de iluminação da Mesquita acompanha as fases da Lua. Ora mais iluminado, ora menos luz.
Som dos minaretes
Os minaretes são esguias torres que apontam para o céu. São em número de quatro, localizadas nos cantos externos da Mesquita. São verdadeiras obras de arte, que contrastam com as modernas torres dos edifícios. A Mesquita fecha 5 vezes ao dia durante 45 minutos cada vez. Nesse horário não são permitidas visitas. Os minaretes emitem, nesse tempo, um som que parece ser uma música triste e muito calma. Eles anunciam que é tempo para o povo fazer preces voltados para onde está localizada Meca. Esta é a cidade sagrada dos muçulmanos. Fica na Arábia Saudita e é o local de nascimento do Profeta Maomé. Próxima a Meca está o Monte Arafat, local onde Maomé fez a sua última peregrinação. Nele se realiza, todos os anos, a grande peregrinação dos muçulmanos.
Visitando a mesquita “Sheikh Zayed”
Os homens devem estar com calça comprida. São levados ao andar inferior para lavar os pés, a nuca e as mãos. São acompanhados e instruídos. Pias de mármore com água tépida e toalhas brancas, embaladas individualmente, são oferecidas. Somente depois desse ritual podem entrar e com os pés descalços, ficam as meias. É importante que estas estejam bem, pois o vexame espera...os sapatos ficam em local apropriado. As mulheres recebem vestidos longos pretos e lenço para a cabeça. As roupas estão bem cuidadas em embalagens. Elas são colocadas encima da roupa usual. O lenço deve cobrir todo o cabelo. Lembro de ter sido chamada a atenção, porque um pouco do meu cabelo aparecia sob o lenço. Também tivemos de entrar descalças. Tiramos fotos e nos achamos lindas muçulmanas. Nosso grupo ficou irreconhecível. Felizes, pois esse momento foi único. Será recordado vida afora...
Conclusão
“As populações dessa parte do Oriente Médio são um grande centro de vitalidade e de diversidade. Apesar da existência de núcleos fundamentalistas – isso acontece pela nova visão das igrejas cristãs e pelo comportamento da geração jovem, ávida por inovações. Também os regimes políticos se manifestam pela modernização, desde as monarquias de regime quase feudal às democracias de várias tendências. Muitas vezes as tradições dos antepassados ainda são mantidas por tribos, clãs e pelas numerosas famílias que centralizam um grande poder”.