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Rural

Pecuária gaúcha é impactada por enxurradas

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Pecuária gaúcha
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

As recentes precipitações desencadearam uma série de problemas, destacando-se a erosão do solo e o arraste de sementes de forrageiras devido às enxurradas. A necessidade de replantio é iminente, porém a escassez de sementes de pastagens de inverno no mercado dificulta esse processo. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira passada (16/05), o excesso de umidade também inviabilizou o pastejo, danificando as plantas e compactando o solo. Em áreas menos afetadas, o campo nativo demonstra resiliência, garantindo ainda uma oferta de forragem. Entretanto, em certas regiões do Estado, as enchentes causaram danos irreparáveis às áreas destinadas à pecuária e as criações sobre o impacto da alta umidade e da escassez de forragem.

"A estrutura dos solos foi severamente atingida nessa calamidade, tanto na agricultura como na pecuária gaúcha", avalia o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera, ao lamentar que municípios fortemente afetados pelas chuvas sofreram o carregamento de camadas de solo. "O alto impacto das chuvas sobre a estrutura dos solos prenuncia que os próximos anos serão de recuperação dos solos agrícolas, porque a perda não foi só de estrutura de solo, mas de fertilizantes e corretivos, carregados pelas águas das enxurradas e pelo escoamento superficial", ressalta Baldissera.

Com relação ao milho silagem, que é um alimento bastante importante para o trato animal, principalmente para atividade de bovinos de leite, 95% da área já está colhida. "Essa informação é bastante importante, porque indica que os agricultores conseguiram colher a silagem e ter alimento estocado para o inverno", observa o diretor técnico.

Bovinocultura de leite

A baixa oferta de alimentos e da qualidade do pastoreio causaram redução da produção de leite em diversas propriedades. O contexto de chuvas persistentes e de enchentes tem sido desafiador em várias regiões, impactando de forma significativa o desenvolvimento das pastagens e o bem-estar dos animais. Há problemas logísticos, como estradas intransitáveis e interrupções na coleta do leite, levando à necessidade de utilização de geradores para ordenha e resfriamento, aumentando os custos operacionais para os produtores.

Bovinocultura de corte

Os rebanhos estão sofrendo estresse em razão da umidade e da queda nas temperaturas, além da escassez prolongada de forragem. O manejo dos animais está mais difícil, especialmente por causa do encharcamento das áreas de pastagens e da necessidade de realocação para áreas mais altas em algumas propriedades. Além disso, as restrições logísticas e sanitárias, decorrentes das condições climáticas, prejudicam a comercialização e o fornecimento de insumos essenciais, agravando ainda mais a situação para os pecuaristas.


Apicultura

As chuvas contínuas têm causado escassez de néctar e pólen devido à lavagem das flores, além de dificultar o acesso aos alimentos naturais durante o forrageamento. Também ocorre consumo acelerado das reservas de mel, afetando a manutenção dos enxames.

Piscicultura

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, as chuvas intensas e a queda de temperatura, aliadas a vários dias de nebulosidade, afetaram o desenvolvimento da atividade. Porém, não houve relatos de mortes de peixes nem rompimento de açudes ou de viveiros, mas uma análise mais precisa ainda será realizada. Na região de Ijuí, transbordamentos de tanques levaram à fuga dos peixes para corpos d'água. Houve problemas no fornecimento de alimento nos tanques, mas a quantidade de peixes restantes nesses reservatórios afetados ainda não pode ser determinada.

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