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Opinião

Norte da Europa: São Petersburgo (Rússia) – Cruzeiro pelos Países Bálticos - Escandinávia (Parte IV)

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Por Marlei Klein

Desde a sua fundação, São Petersburgo tem sido um núcleo cultural, artístico e intelectual de grande atividade. Uma cidade palaciana que espelha toda pompa do período czarista. A rota dos czares permite conhecer a época de extravagância dos governantes imperiais russos. Um extremo luxo da sua corte, mas de grande beleza artística e cultural.

 

Reminiscências

O grande deslumbramento de São Petersburgo fica por conta do Museu Hermitage, o palácio de inverno de todos os czares e czarinas desde Catarina, a Grande. Ele possui as melhores coleções de arte do mundo. Mas o seu segundo andar guarda as mais importantes coleções da arte renascentista. O deslumbramento fica com duas obras de Leonardo da Vinci. Uma delas é o “Menino e sua mãe”. Outro destaque é a escultura renascentista do museu: “o menino agachado”, de Michelangelo. O último andar- o museu possui três andares- abriga obras importantes de Picasso e Matisse, assim como de uma série de impressionistas e pós-impressionistas. Os salões são obras de arte em si: assoalhos com padrões elaborados, lustres de cristal, trabalhos em madeira esculpida, tetos com coloridas pinturas, objetos de jade, âmbar e lápis-lazúli. Magníficas obras ao lado dos grandes artistas.

 

Passeio pelo Rio Neva e canais de São Petersburgo

Imperdível é fazer o passeio noturno pelos canais –estes foram uma réplica dos canais de Amsterdam, que cortam a cidade. Isso possibilita acompanhar a abertura e o fechamento de algumas de suas 22 pontes pênseis e apreciar a riquíssima iluminação dos prédios. Durante o passeio, há uma parada para conhecer o Palácio de Grigori Rasputin. Ele foi o grande influenciador na corte de São Petersburgo. Era chamado de “Monge Louco Russo”. Forças contrárias de políticos e de eclesiásticos conspiraram contra ele. Na parte inferior do palácio, foi assassinado com muitos tiros e depois jogado nas águas geladas do Rio Neva, onde morreu. Os salões do palácio, às margens do Neva, permanecem intactos, como no tempo em que Rasputin viveu e fazia reuniões políticas.

 

Palácio como o de Versalhes- França

Ele é o palácio de verão do czar Pedro, o Grande. Para lá chegar, toma-se um dos barcos que partem do Hermitage e, pelo Rio Neva. Vai-se em direção ao Golfo da Finlândia. São uns 50 minutos de viagem. Também é possível ser alcançado de ônibus. É um dos palácios mais luxuosos de São Petersburgo. Ele é chamado de “Versalhes Russo”. Fica às margens do Golfo da Finlândia e foi residência de verão para os czares, a partir de Pedro. São Petersburgo –a cidade de Pedro- foi construída combinando arquitetura do ocidente com a do oriente. O Palácio de Pedro era uma abertura para a Europa. Ele o ergueu no início do Século XVIII para que a construção e a vida social de sua corte fossem comparadas às de Versalhes. Também, o czar queria mostrar poder e riqueza perante a realeza europeia a quem chamava de “primos pobres”. O próprio czar desenhou as linhas gerais da construção.

 

Peterhof

Para a construção do Palácio de Pedro, foram contratados os melhores arquitetos e engenheiros franceses e italianos. São 120 hectares de jardins que ostentam 150 fontes douradas, quatro cascatas artificias, 39 estátuas e 19 km de canais escavados por trabalhadores. Durante a Segunda Grande Guerra, em que a Rússia sofreu quase 900 dias de cerco, a cidade esteve perto de ser aniquilada pelas tropas alemãs. Mas o Palácio de Pedro, após a sua morte, foi restaurado e cuidadosamente concluído, segundo os planos originais, por Catarina, a Grande.

Durante a visita, há de se ter cuidado ao passear pelos belos jardins. Há locais marcados, que ao pisar, surge um espirro de água. Se não se presta atenção, leva-se um verdadeiro banho.

 

Catedral de Saint Isaac

Sua parte externa é cercada por oitenta colunas de granito cada uma pesando 80 toneladas. Inacreditável como elas foram levantadas. Naquela época não havia a engenharia dos nossos dias. Internamente, há maquetes explicando como os operários conseguiram tal feito. Tudo à base de madeiras e cordas. A catedral é da igreja ortodoxa russa e nela cabem, em pé como é tradição ortodoxa, mais de 10 mil fiéis. Seu magnífico interior foi concebido pelo arquiteto francês Auguste Montferrand. Foi considerado o mais rico templo da Rússia czarista. As pinturas dos santos estão num imenso altar com colunas de jade e relevos em ouro. São pinturas, pois na igreja ortodoxa não há imagens. O teto é com pinturas em cores suaves e muito dourado. Anda-se por ela admirando para cima e para os lados, pois tudo é de muita beleza. Em dias limpos, a cúpula dourada da catedral pode ser vista a dezenas de quilômetros. Numa das viagens que fizemos a São Petersburgo, o nosso hotel ficava bem em frente a Saint Isaac. À noite, pela janela do quarto, era de ficar admirando tão gigantesca e maravilhosa obra. Somente a cúpula dourada ficava iluminada e ela parecia flutuar contra o negro firmamento.

 

O metrô de São Petersburgo

O metrô de Moscou é dos mais belos e seguros do mundo. Suas estações são verdadeiros palácios subterrâneos. O mesmo acontece em São Petersburgo. Muitas pinturas e obras de dignas de ricos palácios. A ventilação, tanto em Moscou como em São Petersburgo, são naturais. Ventarolas do exterior levam o ar natural para os subterrâneos. Fica muito agradável andar pelas estações. Sendo que a estação do almirantado é a de maior profundidade- 64 metros- e exige mais de cinco minutos, por escada rolante, para alcançar o ponto de partida e chegada.     

 

Conclusão

O Peterhof foi a residência preferida de Pedro, o Grande. Sua visita ocupa lugar de destaque durante uma viagem. É um grandioso conjunto de edificações arquitetônicas e de jardins dos séculos XVIII e XIX. Muitas surpresas acontecem ao passear pelos seus imensos e bem cuidados jardins. Tudo para lembrar a grandiosidade do palácio francês Versalhes.

 

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