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Saúde

Alto Uruguai Gaúcho recebe vacina contra a dengue

Municípios da região podem retirar doses na 11ª CRS a partir de hoje

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Enfermeira, Florisa Grizybowski, responsável pelo programa de imunizações da 11ª CRS.
Por Vivian Mattos
Foto Silvio Vanz

Nesta terça-feira,11, a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) recebeu as doses da vacina contra a dengue para distribuição nos municípios da região do Alto Uruguai Gaúcho.  

Para entender sobre a imunização e estratégia dos municípios, o Jornal Bom Dia esteve em entrevista com a enfermeira, Florisa Grizybowski, responsável pelo programa de imunizações da 11ª CRS. 


Início da vacinação
Conforme informado pela enfermeira, a partir de hoje,12, a retirada dos imunizantes pode ser feita pelas cidades. Cada município definirá a sua estratégia de vacinação e começo da aplicação das doses. 


Público-alvo
Segundo Florisa, o público-alvo é definido pelo Ministério da Saúde, sendo definida a aplicação das doses em crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalização por dengue nacionalmente nos últimos cinco anos. 


Critérios para distribuição das doses
O Ministério da Saúde definiu três critérios para os municípios que irão receber as doses da vacina da dengue neste momento, sendo eles: possuir pelo menos um município de grande porte, ou seja, mais de 100 mil habitantes; alta transmissão de dengue registrada em 2023 e 2024 e maior predominância do sorotipo 2 do vírus da dengue (DENV-2).

A enfermeira explica que como Erechim é o único município com 100 mil habitantes, a sua abrangência inclui outras cidades. “Por isso, todos os municípios da 11ª CRS foram contemplados com o quantitativo de doses da vacina contra a dengue”, disse. 


Número de doses
Florisa explica que o que esquema vacinal da dengue engloba duas doses com o intervalo de três meses cada uma. Somente aplicação da 1ª dose não garante a eficácia da vacina contra o mosquito. 


Contraindicações
No momento, a aplicação da vacina no público-alvo não é recomendada para mulheres amamentando, gestantes, pessoas que tiveram anafilaxia, reações a doses anteriores, imunodeficiência congênita ou adquirida, indivíduos com HIV sintomáticos ou assintomáticos com função imunológica comprometida e quem estiver com febre, gripe ou dengue. 


Infecção por dengue
De acordo com a enfermeira, a recomendação é que pessoas que tiveram dengue aguardem o intervalo de seis meses para começar o esquema vacinal. Caso o indivíduo tenha iniciado o esquema vacinal, contraído a dengue e tenha uma infecção, a orientação é a 2ª dose seja feita após um intervalo de 30 dias sem resquício da doença. 


Efeitos colaterais
Por ser uma vacina nova, Florisa explica um trabalho de monitoramento e farmacovigilância está sendo feito. A após a aplicação da dose, podem existir efeitos esperados ou inesperados, mas os dados no sistema do Ministério da Saúde indicam reações comuns. “Os eventos indicados são dor no local da injeção, vermelhidão e edema que podem durar de um a três dias”, explica.

A orientação é caso os sintomas perdurem, a Unidade Básica de Saúde (UBS) referência seja procurada. “Aplicou a vacina e algum evento ou sintoma inesperado ocorreu, procure a UBS para que possam entrar com suporte e fazer uma notificação ou investigação para verificar se a manifestação está relacionada com a vacina”, enfatiza.


Proliferação do mosquito
A vigilância ambiental realizou no mês de maio o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e identificou uma alta manifestação de mosquito no Alto Uruguai Gaúcho. O resultado condiz com o volume de chuvas e o aumento dos casos dengue. Segundo Florisa, a vacina é um adicional ao combate ao mosquito, mas o melhor método é que a proliferação seja evitada pela eliminação do vetor.

 

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