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Opinião

Procura-se um estadista “educacionista”

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Por Gaby Garbin Mársico - Membro da Acadêmica Erechinense de Letras

Estadista, conforme o dicionário, é uma pessoa de atuação notável nos negócios políticos e na administração de seu país.

Educacionista é uma expressão do educador Cristovam Buarque, o grande defensor da Educação Básica. Diz ele “que já tivemos estadistas da Independência, da Abolição, e outras tantas situações que tiveram grandes batalhadores, mas não tivemos um estadista da Educação.

Tivemos propostas de educadores que ficaram nas teorias ou influentes por pouco tempo como Darcy Ribeiro (os CIEPS), Paulo Freire, Anísio Teixeira, mas faltaram líderes nacionais e governos que as executassem de maneira sustentável.

Estimadas leitoras e leitores, eis uma notícia sobre Educação que li e passo, em resumo, pois é digna de saber – é no estado do Ceará sobre os projetos lá implantados que deveriam nos fazer pensar, repensar e exigir do governo federal uma política séria e responsável sobre a Educação Básica no Brasil.

Neste estado do Nordeste foi implantado um programa para o ensino básico que elevou o Ceará ao topo do ranking de Educação entre todos os estados nos anos iniciais do nível fundamental – do 1º ao 5º ano –, colocando 87 de suas escolas entre as 100 melhores do Brasil.

  • Treinamento regular a professores e gestores;
  • Escolha de diretores e coordenadores pedagógicos “fincados” em avaliações e critérios técnicos;
  • Os 18% da parcela do ICMS destinados aos municípios são atrelados a seu desempenho educacional. Prefeitos que avançam nos indicadores recebem cota maior de verba;
  • Implantou uma forma disciplinada e contínua na cartilha em que os mestres são treinados e prestigiados; as notas dos alunos são monitoradas e experiências exitosas são reaplicadas dentro da própria rede.

 

E a pequena cidade chamada Ararenda de 11 mil habitantes ocupa o 1º lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica aplicada pelo Ministério da Educação, que mede o desempenho dos alunos de colégios municipais e estaduais brasileiros.

Isto, senhores e senhoras, é aqui no Brasil, sim! No estado do Ceará, acreditem ou não!

“Na Educação, uma tentação muito comum, é que o governante da vez dissolva os projetos do antecessor, o que é altamente contraindicado”, afirma Cristovam Buarque.

No caso do Ceará foi a constância nas políticas.

Várias pesquisas são unânimes em colocar o Brasil como “aluno do pelotão de trás”.

Será que está faltando vergonha aos nossos governantes? Ou simplesmente inércia? Acho que o que tem se visto e sentido são administradores pertencentes à Caquistocracia, sem competência para tão alta responsabilidade como exige uma boa Educação.

 

 

 

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