Conforme pode-se visualizar nas imagens que seguem, é perfeitamente possível fazer-se um aproveitamento racional e planejado de encostas quando o agricultor dispões de uma limitada área e necessita implantar alguma atividade que lhe garanta e assegure certa fonte de recursos.
Contudo, e considerando que essas áreas por vezes duvidosas quanto seu uso, recomenda-se que o agricultor consulte técnicos/engenheiros a fim de que lhes prescreverem uma avaliação técnica quanto sua forma de utilização e quais as culturas mais apropriadas a serem implantadas nesses locais.
Associado à estas recomendações, também se faz necessário manter o solo adubado de preferência com vegetação rasteira que se transforme em uma camada protetora do solo a fim de evitar a erosão e outros danos, e, incorpore aos poucos, matéria orgânica para a fertilidade do solo e a nutrição das plantas e/ou culturas aí introduzidas.
Foto 1: Implantação de pomar numa encosta com inclinação permitida (45 a 48 graus), usando prática de conservação na forma de patamares, tal como há milhares de anos já faziam os incas nas montanhas do hoje chamado Peru.
Foto 2: Mais um exemplo de culturas anuais semeadas numa encosta, utilizando a técnica de patamares. Neste caso, num exemplo perfeito, foi possível manter a mata nativa no topo do morro, evitando-se, assim, a formação de voçorocas.