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Opinião

Mulheres de Erechim

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Por Marlei Klein

Agradecimento

O recentemente livro lançado, do qual faço parte, “Mulheres de Erechim: no anonimato ou no palco, elas são, ELAS”, mostra o perfil ou tenta retratar lindas histórias de mulheres que ajudaram a construir o nosso Erechim. São 200 mulheres que contribuíram, das mais diferentes formas, para que hoje chegássemos ao rico e pujante município do norte gaúcho. Senti-me muito honrada em participar desse valoroso grupo que ajudou a concretizar a história da terra em que vivemos. Muitos conhecerão fatos que seriam incógnitos e estes servirão para a memória do futuro.

Fui convidada a relatar o prazer que sinto em conhecer e ter sempre experiências mundo afora e, depois, compartilhar as mesmas com o público leitor do nosso jornal Bom Dia. Apresento, aqui, o meu relato que consta no Mulheres de Erechim...       

 

Prazer em escrever

Semanalmente, aos sábados, possuo uma coluna no Jornal Bom Dia onde escrevo sobre viagens. Mas, nos últimos tempos, relacionando o conhecimento que tive de países como a Itália e a Alemanha, escrevi muito sobre a relação que tivemos, aqui no Rio Grande do Sul, com os imigrantes desses países, que aqui chegaram. Foram dezenas de artigos abordando desde a vinda dos mesmos até a contribuição valorosa e imprescindível que tiveram na cultura, na economia e no desenvolvimento do Estado. Relacionei os históricos e belos lugares de onde vieram com as inóspitas terras que receberam. O sucesso, que aqui tiveram, foi resultado da união, da capacidade de ajudar-se, que os animou em face das asperezas de um mundo novo que se abria diante dos seus olhos. Relatei as lutas, os sonhos, o trabalho anônimo, os desalentos e alegrias desses povos que construíram, com seus irmãos de outras raças e credos, o povo que somos todos nós.

                    

Histórias de viagem

Escrevo crônicas sobre as viagens que realizei em diferentes épocas da vida. Elas mostram o gosto que tenho em relatá-las por meio da memória, de informações trazidas e recolhidas de muitas e diversas maneiras. Mostram curiosidade para assuntos culturais, gastronomia e costumes. São experiências lembradas com o objetivo de ampliar os interesses de quem viaja ou de quem “viaja comigo” ao ler a minha coluna. Os temas abordados refletem a curiosidade e o prazer que possuo diante dos cenários desse nosso maravilhoso mundo chamado Terra. Escrevo também para aqueles que não conseguem viajar pela situação econômica, por medo do inesperado ou pelo simples comodismo de encarar mudanças. Esta leitura alimenta a imaginação popular e muda a realidade até então desconhecida.

Quando viajamos o sentido de liberdade toma conta da gente ao deixar para trás a rotina. A poeta Cecília Meireles descreve bem a sensação do viajante: Quando a porta do avião é fechada, ele aperta o cinto de segurança e “sua identidade com a máquina se torna definitiva”. É um momento de solidão e de sentimentos confusos – inclusive o medo do desconhecido-, mas, ao levantar voo, acontece como que uma liberação, que propicia uma agradável sensação pelo que acontecerá.

 

A ventura de poder viajar                       

O prazer de viajar é concretizado por roteiros interessantes e descobertas feitas por mim mesma. Inspirada em fartas leituras criei o gosto pelo novo e pela descoberta e assim tive o objetivo de ampliar os interesses de quem gosta de viajar ou – mesmo sem sair de casa- abrir seus horizontes.               

Meu marido, foi meu grande companheiro de viagens. Acha-se presente em quase todas as lembranças, pois a maioria das viagens fizemos juntos. Enxergamos muita coisa e, às vezes, de ângulos diferentes, o que coloriu com muitos matizes as nossas experiências. Sempre sentimos, em cada viagem, uma nova aventura. Buscamos novos cheiros e sabores, experimentamos o que o destino nos ofereceu. Toda viagem nos deixou lindas lembranças e momentos divertidos.                     

 

Viajar nos transforma

Viajar nos transforma, às vezes de modo superficial, às vezes de maneira profunda. É como uma sala de aula. A vontade de viajar, de abrir nossa mente e ir além daquilo a que estamos habituados, é tão antiga quanto a própria Humanidade. A busca pelo lazer em outras paragens virou marca de nossos tempos. Anthony Bourdain, escritor, nos diz: “Viagens não são sempre bonitas, não são sempre confortáveis. Algumas vezes podem até doer o coração. Mas está tudo bem. A jornada te muda, ela deveria te mudar. Ela deixa marcas na tua memória, na tua consciência, no teu coração e no teu corpo”.              

Também aproveitei as viagens para conhecer a minha ancestralidade. Conheci os lugares e paragens de onde vieram os meus antepassados. Nas montanhas da Itália, encontrei as casas onde moraram meus avós maternos, que crianças, vieram ao Brasil. Que emoção! Jamais imaginei passar por igual experiência! Foram vivências que contribuíram muito para a pessoa que hoje sou. Trouxeram muito conhecimento em minha bagagem, que não foram compras ou consumismo, pois o mundo é um imenso “shopping center”.                 

O charme e o mistério são inegáveis a um mundo, que hoje, é um lugar muito menor do que costumava ser há alguns anos. Sempre devemos lembrar que “A vida é ela própria uma viagem!”

 

 

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