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Opinião

Simulação de cenários climáticos futuros para RS

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Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

     “Na região norte do RS a precipitação aumentará em até 30%”

 

A partir de dois diferentes projetos desenvolvidos pela KAZ TECH, exemplos do grau de detalhamento de variáveis climatológicas de interesse tanto para a população, governos, quanto para o agronegócio, independente do seu tamanho. Os estudos mostram a anomalia de precipitação (chuva) para o Brasil até 2040, e o segundo estudo, no mapa mostra como deverá ser a precipitação diária extrema (volume de chuva torrencial que precipita em 24 horas) para o RS até 2040. É nítida, em função da escala e da amplitude dos dados, a possibilidade de se aprofundar as análises em cada nível. Cenários essenciais para avaliar o impacto para a gestão de risco de desastres, bem como o impacto para o agronegócio. Para uma melhor compreensão, os estudos sobre o Brasil mostram as anomalias de precipitação (chuva), ou seja, o quanto vai chover a mais ou a menos, em relação às médias normais de 30 anos de dados coletados em estações meteorológicas.

Um desafio a mais para o RS, em que as simulações revelam que vai chover mais (de 0 a 200 mm) em todos os 497 municípios. No mapa do Rio Grande do Sul, com classes mais refinadas (de 50 em 50 mm), percebe-se que para a variável precipitação diária extrema, em alguns municípios (67 dos 497) o volume será reduzido, ao passo que em 432 municípios este volume aumenta.

Pelo visto na região do Alto Uruguai, a precipitação será maior ainda, de 350 a 400 mm. A média atual anual de chuvas é de 1500 mm. Isto representará em torno de 30% a mais por ano.  E na região nordeste (lindeira) de 400 a 450 mm, podendo nos afetar.

 O problema é que há maior probabilidade de temporais, ainda mais intensos do que a média dos últimos 30 anos. Ou seja, o que ocorreu nestes últimos tempos, será recorrente.

Ficam duas certezas. A primeira é de que o clima vai ficar menos amistoso (mais chuva, mais temporais, mais estiagens, temperaturas mais altas e ondas de calor mais frequentes e intensas). A segunda é de que a PREVENÇÃO é muito mais barata do que a RECONSTRUÇÃO.

 

Engº Florestal Macos  L. Kazmierczak, Doutor em Eventos Extremos, KAZ Tech

Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

 

 

 

 

 

 

 

 

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