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Rural

IATF como ferramenta para eficiência reprodutiva

A detecção do cio em rebanhos leiteiros de alta produção é dificultoso devido ao menor período de estro do animal e a baixa frequência de montas

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A média de prenhez para a raça holandesa é de 38%
Emanoel Rosalen, médico veterinário
Por Emerson Carniel
Foto Luanderson Carniel/Arquivo pessoal

A eficiência reprodutiva do rebanho leiteiro passa pela detecção do cio e a inseminação artificial no momento certo de ovulação da vaca. Segundo um estudo do Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia, a produção de leite influencia a duração do estro sendo que, em vacas de alta produção a duração do cio é menor em relação aos animais de menor produção.

Desempenho de fertilidade

Dessa forma, aumenta o grau de dificuldade para o produtor observar o cio natural dentro da propriedade, e isso atrasa a preparação do animal para a próxima gestação. Uma solução encontrada e que está se tornando comum em propriedades de leite é a utilização da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

Conforme o médico veterinário, Emanoel Rosalen, diversos protocolos de IATF e pré-sincronização buscam o maior desempenho para o aumento de fertilidade. “O IATF virou uma ferramenta imprescindível na fazenda. Hoje você não consegue ter um número bom de taxa de serviço e taxa de prenhez sem o uso desse método. Também, por questão de mão de obra, facilita a utilização”.

Eficiência

A taxa de concepção é equivalente tanto em IATF quando em inseminação artificial convencional. De acordo com Rosalen, a média de prenhez para a raça holandesa é de 38%. “Alguns protocolos de pré-sincronização que entra junto com a IATF aumenta a taxa de concepção. Isso tem o mesmo nível em relação ao cio natural ou até melhor, porque a questão do estro é que o produtor acaba não vendo, vê em alguma hora do dia e já insemina, sendo que não está no momento certo ou já passou. Então com o protocolo, a inseminação ocorre no tempo em que a vaca ovulou, assim você tem maior eficiência”, falou o médico veterinário.

Mais vacas cobertas

Entre as vantagens de utilizar a técnica de IATF no rebanho bovino está o aumento da taxa de serviço da propriedade, ou seja, são inseminadas mais vacas em um período de 21 dias, e a concentração de mão de obra em dias específicos da semana. “Consequentemente aumenta a taxa de prenhez da fazenda que é uma coisa boa, as vacas emprenham mais cedo, assim você garante a inseminação desse animal. Você não fica dependendo de observar esse cio ou não. Na questão de mão de obra, você consegue montar uma rotina para isso e concentra manejo e eficiência”, explicou Rosalen.

Aplicação equivocada

O profissional aponta que nas desvantagens está a aplicação dos hormônios de forma equivocada, e assim, não trará o resultado desejado. “Já pegamos casos que isso acontece, pois vai simular cio do animal via hormonal, se aplicar uma medicação errada, você coloca tudo fora, perde sêmen, tempo e dinheiro. O custo já foi maior, hoje está muito mais em conta do foi anteriormente”.

O protocolo de IATF precisa ser seguido à risca e aplicado no mesmo horário definido no início do tratamento. “Além dos medicamentos em dosagens certas, tem que ser feito na mesma hora hoje, amanhã ou daqui sete dias. Quando o pessoal começa a mudar muito a questão do horário ou dosagem dá problema, já vi e não funciona”.

Marcas e laboratórios

Uma questão que gera dúvida entre os produtores é com relação às marcas e laboratórios que produzem os hormônios. Rosalen indica que de uma maneira geral, todos funcionam bem, mas precisa ter cuidado com as dosagens. “Às vezes, o mesmo princípio ativo entre uma empresa e outra são de concentrações diferentes. Em vez de usar uma dosagem, será outra, e isso dá problema. Por exemplo, se pegar o medicamento de uma empresa que precisa usar o dobro da dosagem e aplicar uma dose inicial, não irá funcionar”.

Além de fazer um protocolo correto, a prenhez da vaca também depende da sanidade, dieta equilibrada, ambiente confortável, entre outros fatores.

IATF

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo é uma técnica onde determina o dia e horário que um lote de fêmeas será inseminado. Esse manejo irá sincronizar a ovulação das vacas por meio da administração de medicamentos em dias predeterminados. Isso permite a inseminação em "tempo fixo", sem a necessidade de detecção de cio.

 

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