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Opinião

Proposição de medidas de mitigação para os municípios gaúchos

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Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

                               “As ações devem ser abrangentes e multissetoriais”

 

A forma mais eficiente e menos oneroso de evitar os danos causados por eventos climáticos severos é se antecipar aos desastres. As ações praticamente vão na contramão do que se fez até hoje. “As chuvas no Rio Grande do Sul em 2024 evidenciaram a urgência de medidas de mitigação para aumentar a resiliência das áreas urbanas e rurais. As ações devem ser abrangentes e multissetoriais, envolvendo governo, sociedade civil e setor privado. Entre as ações prioritárias para esta mitigação, a KAZ TECH destaca:

 

  1. Mapeamento de áreas de risco a inundações e deslizamentos; análise da distribuição da população, infraestrutura e serviços essenciais para identificar áreas com maior vulnerabilidade social; divulgar informações à população, com mapas de risco públicos e acessíveis, campanhas de conscientização sobre os perigos e medidas de segurança.

 

  1. Melhoria da infraestrutura urbana: implementar sistemas de drenagem urbana eficientes, ampliando a capacidade de escoamento das águas pluviais, construção de galerias e bacias de retenção; promover a permeabilização do solo; e proteger encostas e áreas de risco de deslizamentos, com obras de contenção, reflorestamento e monitoramento de áreas suscetíveis.

 

  1. Adaptação do planejamento urbano: elaborar, revisar e atualizar os planos diretores municipais, com diretrizes para a ocupação do solo, construção civil e infraestrutura resiliente; incentivar áreas já ocupadas e restringir a ocupação em áreas de risco, com medidas para evitar a ocupação irregular em áreas suscetíveis a eventos.

 

  1. Gestão de recursos hídricos: promover a conservação da água, com a conscientização do uso racional e investimento em captação e reuso; proteger mananciais e áreas úmidas; e melhorar a gestão do abastecimento e saneamento.

 

  1. Aumento da resiliência da comunidade: desenvolver planos de contingência e sistemas de alerta precoce, com planos para resposta a desastres; promover a educação climática e a cultura de prevenção, com a conscientização sobre os riscos climáticos e foco em comunidades mais vulneráveis; e incentivar a participação destas comunidades, com planejamento e medidas de mitigação e adaptação, via governança participativa.

 

  1. Investimento em pesquisa e desenvolvimento: apoiar pesquisas sobre a mudança do clima local e seus impactos, aprimorar o conhecimento sobre os riscos climáticos e desenvolver soluções inovadoras para a adaptação; desenvolver tecnologias para infraestrutura resiliente (construção civil, drenagem urbana, gestão de recursos hídricos, ...); e promover a troca de conhecimentos e boas práticas, compartilhando experiências e soluções com outros municípios vizinhos.

 

A implementação dessas medidas exige um esforço conjunto de articulação, coordenado pelos gestores municipais, pela sociedade civil, pelo setor privado e pela academia. É fundamental investir em ações de longo prazo que construam cidades mais resilientes e preparadas para enfrentar os desafios da mudança do clima”.

Faz-se urgente revisar e atualizar os planos diretores municipais, e suas normas e diretrizes para a ocupação do solo, construção civil e infraestrutura.

O tempo voa, o tempo passa, se ficarmos de braços cruzados, seremos pegos novamente de surpresa!

 

PS: Colaboração do Engº Florestal Marcos L. Kazmierczak, Doutor em Eventos Extremos, KAZ Tech

 

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