Diante de tempos tão atribulados e incertos, refletir sobre o perdão, se torna um grande desafio.
Na vida, em muitos momentos, estacionamos diante da porta do perdão, e muitas vezes demoramos para tocar na maçaneta da decisão. Não sabemos se queremos entrar, ou se preferimos continuar no patamar da indiferença.
Nesse interim muitos verbos transitam em nossa memória: enganar, iludir, machucar, roubar, mascarar, trair...
Todos ali bem guardados, esperando petrificar em nosso coração o desejo de vingança.
No entanto, esse acúmulo pesa uma tonelada, em nossos ombros (ira, magoa, rancor, tristeza). Tudo isso gera um tremor, abalando nossa autoestima. Isso é péssimo.
Perdoar é importante, não porque as pessoas são humanas e mereçam, mas por nós, para sermos livres de sentimentos negativos e então felizes e realizados. E manter o espírito em paz...
Muitos dirão que não será fácil e nem será justo, e a persistência da raiva, poderá fazer surgir tristeza e lágrimas (são os sentimentos ressentidos).
Permitir que se manifestem é um ato de grandeza. É sentir que o nosso coração pode sim ser bondoso e compassivo.
A compaixão é o sentimento que transporta o conhecimento para o nível da sabedoria.
Rever nossos sentimentos e reaprender a ser feliz, e sempre no tempo presente.
Talvez isso seja o ideal