Enquanto elegermos presidentes vindos do “pelotão de trás”, continuaremos no tal pelotão de trás da modernidade e do desenvolvimento mundial. E, enquanto continuarmos no pelotão de trás, continuaremos elegendo presidentes vindos do tal pelotão. Eis o maldito círculo vicioso que nos arrasta sempre para o atraso.
Isto posto, eis um exemplo de administração inteligente, pelo menos a meu ver. O Paraná está lançando “Parceiros da Escola” – um projeto que é a contratação de empresas especializadas para administração das escolas públicas. Não é privatizar o ensino público, mas um contrato de gerenciamento operacional. Funciona assim: o Estado mantém a parte pedagógica sob seu controle direto e delega ao parceiro privado a gestão operacional, ou seja, administra a manutenção do prédio e os problemas que acompanham. Deixando assim, que o diretor da escola que é o Estado, se dedique apenas à função educacional.
A empresa poderá contratar professores via CLT para completar o quadro, se necessário. Claro, que o Estado será responsável pela boa escolha da empresa e deverá monitorar seu trabalho.
O Estado brasileiro já faz uso das Parcerias Público Privadas (PPP) em hospitais, aeroportos e parques como do Parque das Cataratas do Iguaçu no Paraná.
Em Belo Horizonte funciona uma parceria, aliás com muito sucesso, numa rede de escolas infantis.
Esse projeto “Parceiros da Escola” que o Paraná está lançando é um projeto fantástico perante os velhos modelos de ensino que existem no país. Mas, como de costume, lá vem a turma de trás, os fanáticos defensores da ideologia retrógrada, sempre esbravejando contra a modernidade, impedindo qualquer solução para melhorar o nosso ensino público. Incluindo a criação da meritocracia que funciona maravilhosamente em países do 1º mundo.
Enquanto isso, nossos jovens no teste do famoso PISA – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes em matemática, só para citar uma matéria, estão no nível da Albânia e do Marrocos.
Esta estagnação do ensino público brasileiro é o que leva a escolher governantes do mesmo time – incultos e sem visão de modernidade.
Enquanto os países que investem em boa educação andam para frente o Brasil fica no porão de edifício cultural.
Será que conseguiremos cortar esse maldito círculo vicioso?
É, enquanto isso, la nave vá.
Em tempo: A mãe que denunciou os fatos preocupantes acontecidos na escola que seus filhos frequentavam conforme mencionado em meu artigo “Sentindo um arrepio nos dentes”, hoje suas crianças estão em outra escola, esta de tempo integral, felizes e realizados conforme declarou a mãe dos meninos. É a Escola de Ensino Fundamental Lourdes Galeazzi.