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Saúde

O preconceito que prejudica o envelhecimento saudável

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Velhice saudável
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

O etarismo afeta a maneira como as pessoas percebem o passar do tempo e atrapalha a qualidade de vida da população da terceira idade.

Há alguns anos, pensar nos avós, remetia aqueles senhores de cabelos brancos, óculos redondos e pequenos, um avental florido cheio de farinha e açúcar respingando as gostosuras preparadas pela vovó e, uma boina para cobrir a careca do vovô que levava o neto em seu pescoço sendo sinônimo de tardes divertidas e agitadas. Hoje, essa visão “fofa” do idoso está cada vez mais distante, mas o preconceito parece cada vez mais perto.

De acordo com a  Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, existem diferentes formas as quais o preconceito se manifesta, desde as mais sutis, como esconder a idade ou deixar de fazer algo por se julgar incapaz, até as mais explícitas, negando uma vaga de emprego deixando claro que o motivo é a velhice.

O etarismo

A discriminação contra a terceira idade tem um nome específico, chama-se etarismo. Chegar aos 60 anos, quando oficialmente se é considerado idoso, pode ser ainda mais doloroso do que se imagina quando nos damos conta do tamanho do preconceito que se tem com a terceira idade.

A pauta do etarismo vem sendo levantada também por artistas, principalmente mulheres, o público mais afetado por esse preconceito. A cobrança por estarem sempre belas, sem rugas, sem cabelos brancos, sem as marcas do tempo, como se fosse evitável, trazem muitas consequências negativas para o envelhecimento saudável, seja ele física ou mentalmente.

A preocupação com a idade começa cada vez mais cedo. Quando um indivíduo chega aos 30 anos (ou até antes, muitas vezes) as preocupações com o envelhecimento batem à porta justamente por conta dessa pressão pela beleza, corpo perfeito e juventude eterna. Muitos já não falam mais a idade, usam todos os tipos de cremes, fazem ingestão de medicamentos e vitaminas para retardar o envelhecimento, além de proO preconceito que prejudica o envelhecimento saudável O etarismo afeta a maneira como as pessoas percebem o passar do tempo e atrapalha a qualidade de vida da população da terceira idade cedimentos estéticos desde os menos até os mais invasivos, colocando inclusive a própria vida em risco.

Cuidando da saúde

O cuidado com a saúde não deve começar na terceira idade, mas sim, se manter. De acordo com a personal trainer Fernanda Possa Elzinga, para um envelhecimento saudável, o segredo é manter-se sempre ativo, corpo e mente, além de ter uma alimentação equilibrada, boa relação social e um sono de qualidade. “Para os idosos, praticar alguns tipos de exercício físico significa muito mais que uma simples atividade, significa melhora do equilíbrio, aumento de massa magra, resultando em músculos mais fortes, diminuição de quedas, independência em atividades diárias, melhora da coordenação, resistência muscular, energia e flexibilidade. O idoso ativo tem redução do risco para demência, como a doença de Alzheimer, isso sem falar no controle e na prevenção das típicas doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e diabetes. Ou seja, o envelhecimento saudável exige uma vida ativa”.

A velhice estereotipada

A velhice é extremamente estereotipada como incapaz e frágil. E aqueles avós de antigamente, trocaram os aventais e as boinas pelas academias, pelas clínicas de estética e tudo para não aparentar a idade que chega.

Há ainda, um outro grupo, em que a depressão chegou junto com a idade, Pessoas que trabalharam a vida toda, foram independentes e ativas e por um problema de saúde ou uma aposentadoria forçada acabaram perdendo seu espaço, se deram conta que os anos passaram e deixaram a tristeza tomar conta.

Mudando a visão

A melhor maneira de combater o etarismo, é adotar atitudes pró-idade em todas as etapas. E muitas mulheres já fazem esse movimento, também influenciadas pela mídia. Se cuidar sim, negar a idade não. Muitas já deixaram de pintar os cabelos e assumiram seus grisalhos, outras deixaram de se importar que o corpo dos 60 anos já não é o mesmo dos 20 e voltaram a frequentar praias e piscinas usando biquínis.

Para que essa visão mude, é preciso um esforço coletivo. Que o respeito pelos mais velhos comece desde a primeira infância e perdure ao longo da vida.

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