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Opinião

Estamos com o dever de casa atrasado

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Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

“Mudanças drásticas são necessárias”

Na COP 24 (Katowice, Polônia), em 2018, Greta Thunberg disse "É impossível resolver uma crise sem tratá-la como tal". Submersos nesta crise climática no Rio Grande do Sul, eis aqui uma aplicação inconteste desta frase. Realmente, se não passarmos a considerar este ponto de vista, jamais teremos as respostas das quais necessitamos. Fomos avisados do aquecimento global em 1990, dois (02) anos antes da Rio 92. Tivemos compromissos assumidos pela maioria dos países, na COP 21 (Paris, 2015), de que iniciaríamos uma redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), com o objetivo de limitar o aumento da temperatura global em 1,5°C. Tivemos, desde então, nove (09) anos para mostrar, a nós mesmos, que isso seria factível. E realmente é!

Em 2023 ocorreu a COP 28, ou seja, a vigésima oitava Conferência das partes, que é uma convenção anual criada pela ONU em 21 de março de 1994 para prevenir por meio de ações as intervenções humanas perigosas ao sistema climático mundial. A próxima COP 29 será em 2025 em Baku, capital do Azerbaijão, e após, a COP 30 ocorrerá no Brasil, em Belém-PR, entre 10 e 21 de novembro.

Passaram trinta e quatro (34) anos desde o primeiro alerta, mas não fizemos (mundo) a lição de casa. E a cada ano deve ocorrer novos desastres e catástrofes, a conta está vindo cada vez mais onerosa, com mais destruição e “dor”.

A situação atual exige muitas mudanças drásticas, sejam elas individuais, coletivas, corporativas, governamentais. O que revela o passado, pelo histórico de eventos climáticos extremos, e o que revela o futuro em termos de avaliar o QUE vai acontecer, ONDE, COMO e QUANTO (com que intensidade). Os estudos baseados em modelos matemáticos, apontam que estes eventos climáticos severos serão recorrentes e mais intensos em determinadas regiões do planeta terra.

É extremamente importante criar um Plano de Ação, embasado em cinco pilares, para que se disponha, já no curto e médio prazo, de SEGURANÇA CLIMÁTICA para a população, infraestrutura, agronegócio, indústria, comércio e serviços.

Estes cinco pilares são:

  1. Adaptabilidade: abraçar a mudança e as novas tecnologias para se manter competitivo no mercado local, regional, nacional e global;
  2. Diversidade: incentivar a diversificação das indústrias para reduzir a dependência de um único setor.
  3. Infraestrutura robusta: investir em infraestrutura resiliente e de qualidade, como transporte, energia e telecomunicações, para suportar o crescimento econômico e manter-se funcionando;
  4. Capital humano qualificado: investir na educação e na formação profissional para garantir recursos qualificados para atender as demandas;
  5. Sustentabilidade ambiental: adoção de práticas sustentáveis para minimizar o impacto ambiental desta expansão e garantir a viabilidade a longo prazo.

Urge fazermos o dever de casa!

 

  • Colaboração Engº Florestal Marcos L. Kazmierczak, Doutor em Eventos Extremos, KAZ Tech

 

 

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