As Olimpíadas de Paris trouxeram, além de medalhas, uma infecção bacteriana. Alguns esportistas relataram problemas de saúde após cair no Rio Sena.
Trata-se da Escherichia coli (E. coli) é uma bactéria que pode causar infecções urinária ou gastroenterite, causando sintomas como diarreia aquosa ou com sangue, além de dor ou ardor ao urinar.
Essa bactéria vive naturalmente no intestino, sem que haja qualquer sinal de doença, no entanto, pode ser facilmente transmitida através de consumo de alimentos ou água contaminados, ou desequilíbrio da microbiota da região genital.
O tratamento da infecção pela bactéria E. coli é feito pelo clínico geral, infectologista, pediatra, gastroenterologista ou urologista, que pode indicar repouso, aumento da hidratação do corpo ou uso de antibióticos.
Principais sintomas
As manifestações mais comuns são dor abdominal, diarreia constante, dor e ardor ao urinar, presença de sangue nas fezes ou na urina, urina turva, febre baixa e persistente.
Porém podem variar conforme o local do corpo infectado, causando também náuseas, vômitos ou mal estar geral.
Os sinais costumam ser rápidos e aparecem cerca de cinco a sete horas após o contato com a bactéria.
Atenção gestante!
É muito comum que durante a gravidez, a mulher apresente episódios frequentes de infecção urinária, sendo na maioria das vezes causada pela Escherichia coli.
Neste período é possível que a bactéria alcance a uretra, onde se prolifera e causa sintomas como dor, ardência e urgência para urinar.
O tratamento da infecção por E. coli na gravidez é feito sempre com antibióticos receitados pelo médico. Recomenda-se ainda beber muita água para favorecer a eliminação da bactéria das vias urinárias o mais rápido possível.
Transmissão
Como já foi colocado, essa bactéria já vive no intestino, podendo ser facilmente transmitida. Essa transmissão acontece de diversas formas, como por exemplo, através do consumo de alimentos ou água contaminados com a bactéria, do contato com as fezes da pessoa contaminada, pela má higiene genital, limpando o ânus de trás para frente, não lavando as mãos após defecar. Por isso é muito comum entre crianças. Outra possibilidade é por meio do uso de cateter urinário ou ventilação mecânica em hospitais.
Doenças causas pela bactéria E. coli
As principais doenças são a:
- Gastroenterite: infecção do trato gastrointestinal. que pode ocorrer pelo consumo de água e alimentos contaminados, causando febre alta, diarreia aquosa e com sangue, náusea ou dor no abdômen;
- Diarreia do viajante: principalmente em pessoas que viajam para países com pouco saneamento básico ou má higiene e armazenamento de alimentos;
- Infecção urinária: devido a alterações no equilíbrio da microbiota da região genital, má higiene íntima ou segurar xixi por muito tempo, sendo mais comum entre mulheres;
- Pneumonia: ocorre principalmente em ambiente hospitalar. A bactéria pode chegar aos pulmões através da aspiração de secreções orofaríngeas ou pela corrente sanguínea devido a infecções gastrointestinais ou urinárias. Também pode ocorrer devido a ventilação mecânica;
- Bacteremia: quando a infecção pela Escherichia coli não é devidamente tratada, é possível que essa bactéria atinja a corrente sanguínea, causando bacteremia, que é uma situação grave normalmente tratada em ambiente hospitalar;
- Peritonite: infecção do peritônio, que é a membrana que envolve a cavidade abdominal e reveste os órgãos do abdômen, podendo ser causada pela bactéria E. coli.
Tratamento
O tratamento é baseado na orientação de um médico, seja ele clínico geral, infectologista, pediatra, gastroenterologista ou urologista e, também, de acordo com o tipo de E. coli, os sintomas e o estado geral de saúde do paciente.
Prevenção
A infecção pela bactéria E. coli pode ser facilmente prevenida tomando alguns cuidados básicos como, lavar as mãos após usar o banheiro, antes e depois de preparar os alimentos, bem como após as refeições. Lavar bem os alimentos que são consumidos crus como alface e tomate, não engolir água da piscina, do rio ou da praia.
É importante desinfetar os alimentos que se comem cru, colocando-os de molho, completamente imersos, em uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água potável e deixar descansar por quinze minutos antes de consumir.