Educação é um assunto infinito que tenho comentado em vários artigos. Faço por ser uma defensora da boa educação básica pública, tão deficiente aqui em nosso Brasil.
Iniciando pelo título a palavra caquistocracia (que já usei em outro comentário) é um sistema de governo feito por pessoas sem competência e/ou sem condições de administrar um país. Nesses últimos anos do século 21 tivemos provas desse sistema de governo. Infelizmente! Inclui-se aí a educação pública cujos programas têm sido de uma irresponsabilidade atroz e criminosa. Lembrando o tal programa de tempos atrás que pregava aceitar a fala errada das crianças, sem corrigi-las, para não traumatizá-las – “nós pega os peixe”, lembram? Pela interferência de Educadores, (com letra maiúscula) conseguiram anular esse absurdo.
Outra aberração, esta em vigor, é o tal programa que não obriga o aluno dos primeiros anos do Fundamental a aprender a ler e a escrever, pois precisará ir até o 3º ano para então ser avaliado e considerado alfabetizado.
E, eis o que contou uma mãe de uma menina de sete anos que iniciou o Ensino Fundamental numa escola da cidade – sua menina já “aprendeu” as cinco vogais do nosso alfabeto. Isto em todo este primeiro semestre de 2024. Não é fantástico que nesse semestre (letivo) inteiro, a menina já conhece as vogais? Que tempo bem aproveitado, não é mesmo? Será que atrasados fomos nós, hoje adultos, que frequentamos as aulas do século passado e que terminávamos o 1º ano sabendo ler e escrever? (Desculpe o deboche).
Os autores deste novíssimo programa de ensino, que provavelmente foram escolhidos para esta tarefa por um chefe também da caquistocracia, quem sabe ainda poderiam aprender sobre o desempenho das crianças frequentando um curso com especialistas que ensinam – “o cérebro em seus primórdios (sabem o que é primórdios?) é um caldeirão em ebulição, pois calcula-se que mais de 1 milhão de novas conexões neurais se estabeleçam durante os primeiros anos de vida...”
Portanto, esta é a hora de semear um bom ensino como ler, escrever, interpretar, delegar tarefas simples tanto em sala de aula como em casa, como guardar seus brinquedos, organizar seu material escolar...
Os anos perdidos num ensino que segue um programa de tal atraso são como ouro jogado fora e dificilmente encontrado. Felizes os professores que não precisam se preocupar em alfabetizar em um ano apenas, como fazíamos tempos atrás...
Pobres crianças!!!
Fonte: Pediatra Sandra Grisi; Neurologista Marco Antônio Arruda – Especialistas em Infância e Adolescência.