Doença também conhecida por Varíola do Macaco já confirmou cinco casos no Estado
A Monkeypox tem preocupado os brasileiros. Já foram registrados mais de 700 casos no país. No Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Gravataí e Passo Fundo já confirmaram casos. Erechim ainda não registrou nenhum caso da doença.
A Mpox, ou Varíola do Macaco, é uma zoonose causada pelo vírus monkeypox, do gênero Orthopoxvirus, pertencente à família Poxviridae.
No Rio Grande do Sul, o governo publicou um alerta epidemiológico nesta semana sobre o vírus, que tem letalidade similar à da gripe em adultos.
Em 2022, o estado registrou 327 casos e, em 2023, foram nove notificações. Especialistas apontam que a tendência é aumentar o número de ocorrências, porém a variante que circula no Brasil é a mais branda.
Indivíduos com problemas no sistema imunológico são os mais afetados, justamente por serem mais suscetíveis. Quadros graves estão relacionados ao surgimento de pneumonia, sepse, encefalite e infecção ocular, que pode até levar à cegueira.
Sintomas
Os sintomas mais comuns são as bolhas na pele que podem durar de duas até quatro semanas. Antes ou até mesmo após o surgimento dessas erupções na pele, o indivíduo pode apresentar febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados.
As feridas podem aparecer no rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha e região genital. Alguns casos apresenta-se uma ferida e em outros, milhares.
Entre o primeiro contato com vírus até que apareçam os primeiros sintomas, pode levar de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias em algumas situações.
Transmissão
A maioria dos casos, a transmissão acontece por contato direto com sangue ou fluídos corporais infectadas ou por meio da mucosa de animais infectados, principalmente os roedores.
Outra forma possível é através de compartilhamento de vestimentas, roupas de cama e toalhas.
Vacinação
Existe vacina, porém a recomendação atual é para profissionais de saúde que possam estar em contato com pacientes e material suspeito.
Indivíduos imunossuprimidos também estão entre o público de maior risco, portanto, devem se vacinar.
As vacinas chegaram para os gaúchos em março, priorizando grupos vulneráveis a pré e a pós-exposição ao vírus. Em todo o país, mais de 29 mil doses foram aplicadas até o momento.
Cuidados básicos
- Se você conhece alguém que esteja sob suspeita da doença ou que foi diagnosticada, espere um tempo para manter contato;
- Se o afastamento não for possível, sempre que chegar perto de uma pessoa infectada, os dois precisam usar máscara;
- Evite o toque na pele. Sendo necessário, use luvas descartáveis;
- Use máscaras e luvas ao trocar roupas de cama, ou até mesmo o doente se este necessitar ajuda;
- Lave sempre suas mãos com água e sabão e utilize álcool gel sempre que tiver contato com alguém infectado;
- As roupas dos doentes, bem como seus copos e talheres devem ser lavados com água morna e detergente;
- Faça a desinfetação correta das superfícies contaminadas e descarte os resíduos de forma adequada.