Mais uma vez o Santa Mônica Imagens inovou e sai na frente com a realização de mais um procedimento inédito em Erechim e região do Alto Uruguai. Depois de ter realizado o primeiro tratamento ablativo de tumor renal por radiofrequência em 2023, agora dá mais um passo à frente com a realização da ablação por microondas de metástases hepáticas.
O procedimento foi realizado pelo médico Daniel Furlanetto, radiologista especialista em intervenção percutânea com formação em São Paulo e no Canadá.
No caso em questão, o paciente apresentava metástases no fígado que não responderam ao tratamento com quimioterapia. Com o objetivo de tratar essas lesões resistentes à quimioterapia, as alternativas são tratamento cirúrgico ou ablativo. “Nesse caso, a ablação foi considerada a melhor alternativa para o tratamento do paciente, devido à localização das lesões. O procedimento consiste no posicionamento de agulhas no interior da lesão que causam a necrose do tumor através do aumento da temperatura, sem necessidade de cirurgia ou cortes na pele.”
A ablação é um método minimamente invasivo que permite o controle dos nódulos tumorais com maior preservação do tecido hepático e índice de complicações muito baixo, explica Daniel.
Para o procedimento foi usado um sistema de microondas, ou seja, uma agulha de dois milímetros de espessura que é colocada no órgão em uma cirurgia realizada por imagem, (ultrassom e tomografia) no fígado da paciente. “Uma vez que a agulha está dentro da lesão, se começa a aumentar a temperatura através do sistema de microondas entre 50 a 100 graus por alguns minutos, calculando-se o quanto deverá ser queimado. Isto garante a queima da lesão e um pouco de tecido em volta, garantindo uma margem de segurança como se fosse removê-la”.
O procedimento tem duração média de 2 a 3 horas e demanda período de recuperação curto, com alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento.
A ablação é mais uma alternativa no tratamento de tumores hepáticos, renais, pulmonares e ósseos em casos selecionados, que devem ser avaliados de maneira conjunta pelo médico clínico, cirurgião e radiologista, ressalta Daniel.