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Saúde

Setembro Amarelo inicia com atividades para promover a vida

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Tentativas de suicídio predominam entre as mulheres. Nos óbitos, as maiores taxas ocorrem entre os i
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

As ações pretendem incluir um olhar nas populações mais vulneráveis e nas regiões com os maiores índices de suicídio

Setembro é o mês dedicado à prevenção ao suicídio e, neste ano, o Comitê Estadual que é coordenado pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) desenvolve uma programação que inclui ações que reafirmam a Promoção à Vida, com foco na prática da escuta, acolhimento, atenção e cuidado com as pessoas que apresentam sinais de sofrimento. Também é essencial que essas pessoas sejam orientadas a procurarem ajuda nos serviços de saúde para a prevenção e redução dos indicadores de suicídio no Rio Grande do Sul.  

Em 2023, foram notificados no Rio Grande do Sul 1.548 casos de suicídio. Desses, 80% foram entre homens. Dados mais completos e detalhados sobre esses números serão ainda neste mês publicados pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). 

Entre os dados que o boletim epidemiológico apresentará, estão as ocorrências por tipo de população. Numa prévia do que a publicação trará, já é possível apontar que entre as autoagressões sem intenção de morte, a ocorrência é mais comum entre jovens, enquanto as tentativas de suicídio predominam entre mais em pessoas adultas, com preponderância entre as mulheres. Nos óbitos, as maiores taxas ocorrem entre os idosos e entre o público masculino. 

“Nas diversas faixas etárias há algum tipo de preocupação com a questão do suicídio, que é um fenômeno complexo, multicausal e está dentro de um espectro que se apresenta de diferentes formas: ideação com ou sem plano de suicida, comportamento auto lesivo com ou sem desejo de morte, tentativa de suicídio e o suicídio consumado”, explica Andreia Volkmer, especialista em Saúde do Cevs e integrante do comitê estadual.

Programação 

As atividades programadas para o Mês de Promoção à Vida incluem um olhar nas populações mais vulneráveis e nas regiões com os maiores índices, seguindo os registros epidemiológicos mais recentes. A programação começa com veiculação de vídeos nas redes sociais, na primeira semana de setembro, com a participação de atletas do Grêmio e Internacional falando sobre a importância de as pessoas procurarem ajuda nos serviços de saúde. 

No dia 18 de setembro será realizado em Rio Grande, o 8º Seminário estadual de Promoção da Vida e Prevenção ao Suicídio. Será a primeira edição descentralizada deste evento que a partir deste ano será em regiões prioritárias do RS que apresentam altos índices por causa multifatoriais.

Também serão desenvolvidas diversas atividades em escolas, universidades, serviços municipais de saúde da Capital e do interior. Em outubro, finalizando a programação, no dia 4, haverá uma live sobre saúde mental no Pré-natal da Atenção Primária de Saúde (APS). A transmissão online pelo canal da Divisão da Atenção Primária à Saúde da SES no YouTube (youtube.com/@dapsrs). 

Série Histórica de número de casos de suicídio nos últimos nove anos no RS

2015: 1.137 
2016: 1.166 
2017: 1.344 
2018: 1.234 
2019: 1.423 

2020: 1.415 
2021: 1.513 
2022: 1.567 
2023: 1.548 

Número de casos em 2023 por Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) - município de residência

1ª CRS – sede Porto Alegre: 466 

2ª CRS – sede Frederico Westphalen: 51 

3ª CRS – sede Pelotas: 126 

4ª CRS – sede Santa Maria: 93 

5ª CRS – sede Caxias do Sul: 173 

6ª CRS – sede Passo Fundo: 123 

7ª CRS – sede Bagé: 23 

8ª CRS – sede Cachoeira do Sul: 30 

9ª CRS – sede Cruz Alta: 25 

10ª CRS – sede Alegrete: 65 

11ª CRS – sede Erechim: 42 

12ª CRS – sede Santo Ângelo: 52 

13ª CRS – sede Santa Cruz do Sul: 59 

14ª CRS – sede Santa Rosa: 36 

15ª CRS – sede Palmeira das Missões: 25 

16ª CRS – sede Lajeado: 58 

17ª CRS – sede Ijuí: 37 

18ª CRS – sede Osório: 58 

Outros estados (UFs): 6 

Total: 1.548 

Dicas para se sentir melhor no cotidiano
 
- Atividades físicas ao ar livre;

- Valorização dos relacionamentos interpessoais, participação de grupos de convivência na comunidade;

- Descobrir e praticar novas habilidades;

- Nos primeiros sinais de sofrimento, procurar ajuda em uma unidade de saúde mais próxima da sua residência.

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